Bloomberg — A Chevron e o grupo de private equity Quantum Capital unirão forças para comprar os ativos internacionais da empresa petrolífera russa Lukoil PJSC, que foi sancionada, de acordo com o Financial Times.
A Chevron e a Quantum dividiriam o portfólio, que inclui produção de petróleo e gás, instalações de refino e postos de abastecimento, disse o jornal, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
A Lukoil avalia os ativos em US$ 22 bilhões, de acordo com o FT.
Leia também: Única petroleira global na Venezuela, Chevron se arrisca no embate de Trump e Maduro
A medida foi tomada depois que o governo dos EUA anunciou, em outubro, sanções contra os dois maiores produtores de petróleo bruto da Rússia, a Rosneft PJSC e a Lukoil.
O Gunvor Group, negociador de commodities, havia planejado inicialmente adquirir os ativos internacionais da Lukoil, mas recuou depois de ter recebido críticas acerbas dos EUA, que disseram que bloqueariam o negócio e alegaram que a empresa estava sob a influência do Kremlin.
A Quantum está comprando os ativos em colaboração com sua empresa de portfólio Artemis Energy, sediada em Londres, disse o FT.
“A Chevron tem um portfólio diversificado de exploração e produção em todo o mundo e continua a avaliar oportunidades potenciais”, disse um porta-voz da empresa em comentários enviados por e-mail à Bloomberg News.
“Em todas as suas atividades, a Chevron opera sob um código de ética empresarial e cumpre as leis e regulamentos aplicáveis aos nossos negócios”, disse o porta-voz.
A Chevron e a Quantum estão entre uma lista crescente de pretendentes aos ativos não russos da Lukoil.
Outras incluem a Exxon Mobil, o conglomerado International Holding de Abu Dhabi, a Midad Energy da Arábia Saudita e o Carlyle, que contratou o Goldman Sachs Group para ajudar na oferta, segundo a Reuters.
A Quantum não respondeu imediatamente quando contatada pela Bloomberg fora do horário comercial.
--Com a assistência de Stephen Stapczynski e Sing Yee Ong.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Chevron mira Brasil, México e Oriente Médio para substituir o petróleo da Venezuela
©2026 Bloomberg L.P.








