BYD: vendas sobem 18% em agosto com exportações recordes e demanda moderada na China

Montadora vendeu mais de 440 mil veículos no mês, acima do volume registrado em julho; ritmo de vendas, no entanto, ainda precisa acelerar para que a empresa alcance a meta anual de pelo menos 5 milhões de unidades

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Bloomberg — As vendas de veículos da BYD aumentaram 18% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, com a montadora chinesa contando com um número recorde de exportações para compensar a demanda moderada no mercado interno.

A fabricante do sedã Seal vendeu pouco mais de 440.000 carros no mês passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira. Esse número também representa um aumento em relação a julho, embora ainda esteja abaixo do nível necessário para atingir sua meta anual.

As exportações mais que dobraram no mês passado e representaram 43% do total de entregas, à medida que a fabricante continua a se expandir no Sudeste Asiático, na Europa e na América do Sul.

A BYD está desafiando marcas tradicionais nessas regiões, em parte para evitar a concorrência acirrada no mercado interno, com o mercado automotivo chinês em declínio em meio à redução dos gastos dos consumidores.

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No primeiro semestre, as vendas internacionais da BYD ultrapassaram 50% da receita do grupo pela primeira vez.

O desempenho da BYD em agosto representou uma melhora em relação ao primeiro semestre, quando a empresa modificou as linhas de montagem para se preparar para baterias aprimoradas. No entanto, seria necessário acelerar o ritmo das vendas para atingir a meta mínima de 5 milhões a 5,5 milhões para o ano inteiro.

Muito disso pode depender da capacidade da gigante chinesa de manter seu sucesso no exterior, enquanto rivais como a Toyota Motor e a Volkswagen reagem com modelos aprimorados.

Leia também: BYD dribla crise na China e vê lucro voltar a crescer com aposta em exportações

A principal fábrica da BYD na Hungria está sob investigação devido a supostas violações trabalhistas por parte de subcontratadas — a empresa afirmou ter seguido as leis e regulamentações locais — e a União Europeia está considerando a imposição de tarifas sobre veículos híbridos chineses, conforme noticiado pelo Handelsblatt em junho.

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