Brazilian Nickel busca investidor-âncora para mina de US$ 1,4 bilhão no Piauí

Diretor financeiro André Simão diz à Bloomberg News que a empresa trabalha com a Rothschild & Co. como assessoria financeira global para captações de dívida e equity, enquanto o Bradesco BBI presta consultoria na captação de US$ 100 milhões

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Bloomberg — A Brazilian Nickel procura um investidor-âncora para ajudar a atrair mais investimentos em participação acionária para sua planejada mina de níquel e cobalto de US$ 1,4 bilhão no Nordeste.

A desenvolvedora do Projeto Piauí Níquel está usando a Rothschild & Co. como assessoria financeira global para captações de dívida e equity, enquanto o Bradesco BBI presta consultoria na captação de US$ 100 milhões junto a investidores e fundos no país, disse o diretor financeiro André Simão em uma entrevista à Bloomberg News.

A empresa também busca financiamento governamental do Canadá, da Europa e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse ele.

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A investida para captar recursos ocorre em um momento em que governos de todo o mundo buscam desenvolver uma cadeia de suprimentos estável de metais essenciais para a transição energética, com os preços dos materiais para baterias em alta devido ao aumento das tensões geopolíticas e às crescentes incertezas de abastecimento nos principais países produtores.

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O setor de níquel na Indonésia, responsável por mais da metade da produção global, enfrenta cortes nas cotas de mineração e aumento dos custos. Enquanto isso, os preços do cobalto subiram mais de 160% desde o ano passado, após o controle de exportações imposto pela República Democrática do Congo, principal fornecedor.

A Brazilian Nickel já chamou a atenção de agências internacionais, com os países ocidentais buscando construir suas próprias cadeias de abastecimento de minerais essenciais para combater o domínio da China.

A empresa de capital fechado recebeu, em 2024, uma carta da Corporação de Financiamento Internacional para o Desenvolvimento dos EUA, ou DFC, manifestando interesse em apoiar o projeto por meio de um empréstimo.

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A agência de crédito à exportação do Canadá poderá fornecer US$ 275 milhões em financiamento por meio de dívida, e a Ecora Royalties, empresa especializada em royalties de minerais essenciais, poderá conceder aproximadamente US$ 62 milhões em empréstimos, afirmou o diretor financeiro.

Simão disse que o Projeto Piauí Níquel precisa de um investidor de capital âncora, como o BNDES ou a DFC, para dar o primeiro passo, de modo que a Brazilian Nickel possa atrair cheques menores de fundos em São Paulo, Londres e Nova York.

A Brazilian Nickel, que tem como maior investidora a TechMet, empresa especializada em investimentos em minerais críticos, tem como meta produzir 28.000 toneladas de níquel e 1 milhão de toneladas de cobalto por ano nos primeiros 10 anos de operação, com o início da produção previsto para o primeiro semestre de 2030, segundo Simão.

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