BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio de Vorcaro no Master

Antigo banco Voiter, a instituição havia sido vendida pelo Master para Augusto Lima no ano passado; liquidação também se aplica à Pleno DTVM

Vista de edifícios na região da Av. Faria Lima, em São Paulo: Fundado como Indusval, o banco mudou de nome em 2020 para Voiter e foi comprado pelo Master em 2023. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
18 de Fevereiro, 2026 | 08:02 AM

Bloomberg Línea — O Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno, o antigo Banco Voiter, que no ano passado tinha sido vendido pelo Master a Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o BC, a decisão se aplica também à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A. (DTVM), e entidades que integram o grupo.

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“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, disse a autoridade monetária em comunicado nesta quarta-feira (18).

Procurado pela Bloomberg Línea, o Banco Pleno não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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O banqueiro Augusto Lima havia adquirido o Banco Pleno em uma mudança de controle societário aprovada pelo Banco Central em agosto. Fundado como Indusval, o banco mudou de nome em 2020 para Voiter e foi comprado pelo Master em 2023.

Lima foi alvo de prisão na Operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro, que apura as suspeitas de fraude na venda de carteiras do Master para o Banco de Brasília (BRB). O Banco Pleno não foi alvo da operação.

Segundo o Banco Central, o Plano detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

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Em seu último balanço publicado, o banco informava ter uma carteira de captação de R$ 6,7 bilhões em dezembro de 2024, dos quais R$ 6,365 bilhões eram CDBs. O banco tinha na época um patrimônio líquido de R$ 510,973 milhões e uma carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.

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