Bloomberg — A história do Banca Monte dei Paschi di Siena está repleta de altos e baixos. Mas, mesmo para o banco mais antigo do mundo, este ano está se mostrando particularmente turbulento.
A instituição financeira, que está em processo de tentar absorver a rival Mediobanca após tê-la adquirido no ano passado, já demitiu e recontratou seu diretor executivo e enfrenta uma oferta hostil de aquisição.
Na sexta-feira, o Monte Paschi ofereceu-se para comprar não um, mas dois concorrentes, o Banco BPM e a Banca Generali, por um valor combinado de 34 bilhões de euros (US$ 40 bilhões). Trata-se de uma medida destinada a dobrar sua capitalização de mercado — e a repelir a oferta de aquisição do Intesa.
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Isso ocorre poucos anos depois de o Monte Paschi ter concluído uma recuperação que o levou de anos à beira do colapso a uma sólida lucratividade. Uma aquisição malfadada às vésperas da crise financeira global resultou em vários resgates governamentais, culminando em sua nacionalização em 2017.
Raízes renascentistas
Fundado originalmente em 1472, durante os primórdios do Renascimento italiano, como uma agência de penhores na então cidade-estado soberana de Siena, o banco tornou-se um símbolo de má gestão e escândalos na década seguinte ao seu primeiro resgate, em 2009.
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Isso tornou seu aumento de lucratividade e capitalização de mercado na última meia década ainda mais notável. O sucesso permitiu que o governo italiano vendesse sua participação, tornando o banco um alvo potencial de aquisição, ao mesmo tempo em que permitiu ao CEO Luigi Lovaglio buscar suas próprias aquisições.
Aqui está uma linha do tempo mostrando como o Monte Paschi passou de um caso perdido do setor bancário italiano a um de seus mais formidáveis negociadores.
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