Bloomberg — O governo vai recorrer aos mercados internacionais com mais frequência em 2026, com emissões de títulos denominados em renminbi chinês, informou o Tesouro Nacional em um plano divulgado na quarta-feira (28).
O Tesouro também pretende voltar aos mercados europeus com dívida emitida em euros para desenvolver uma curva de referência para emissões de empresas privadas, ao mesmo tempo em que aumenta a frequência e o valor das emissões em dólares, informou em seu plano anual de financiamento da dívida.
Os planos seguem as emissões do Tesouro de US$ 10,8 bilhões nos mercados internacionais no ano passado, um recorde em uma série histórica que remonta a 2000.
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O governo brasileiro também administrará sua dívida externa com operações de recompra da dívida externa, o que “proporcionará maior segurança e uma estratégia de saída para os investidores”, disse o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em uma entrevista coletiva.
A dívida pública do Brasil terminará este ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, segundo projeções do Tesouro. Os títulos em moeda estrangeira responderão por 7% do total, segundo o Tesouro.
Sua meta é aumentar a participação da dívida externa, dados os altos níveis de liquidez internacional, disse Ceron.
O Tesouro também planeja vender mais títulos sustentáveis este ano.
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