Sell-off de fabricantes de chips se estende e derruba índices de ações globais

Na Coreia, queda das ações da Samsung Electronics e da SK Hynix provocou a segunda suspensão nas negociações em Seul em poucos dias; no Japão, SoftBank despencou com notícias sobre possível adiamento de IPO da OpenAI

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Bloomberg — As ações de tecnologia puxaram os índices globais para baixo, conforme uma nova onda vendedora de ações de fabricantes de semicondutores e um possível adiamento do IPO da OpenAI atingiram o humor do mercado.

Os futuros do Nasdaq 100 caíram 0,9%, superando o recuo de 0,3% dos contratos do S&P 500.

Uma onda de vendas na Samsung Electronics e na SK Hynix provocou uma segunda suspensão de negociações em poucos dias em Seul.

O SoftBank Group, apoiador da OpenAI, despencou no Japão depois que o New York Times reportou que a dona do ChatGPT poderia adiar uma oferta pública inicial (IPO). As fabricantes de chips lideraram as quedas nas negociações pré-mercado nos EUA.

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Os mercados de ações chegam ao fim de uma semana volátil em que a mudança de humor em torno da aposta na tecnologia sacudiu as ações, com os investidores analisando de tudo, de planos de gastos a resultados corporativos.

Florian Ielpo, diretor de macroeconomia da Lombard Odier Investment Managers, afirmou que os investidores agora começaram a “questionar as premissas de preço, oferta e gastos de capital por trás do ciclo de infraestrutura de IA”.

Ainda assim, ele afirmou que a retração não é indicativa de um colapso mais amplo do mercado. “A onda de vendas parece menos uma liquidação macroeconômica e mais uma reavaliação da parte mais concorrida do mercado”, disse ele.

O Nasdaq 100 deve registrar sua primeira queda semanal em três semanas, mas ainda permanece 28% acima da mínima registrada em março. O índice também se recuperou de sua média móvel de 50 dias nesta semana, sugerindo que um nível-chave de suporte permanece intacto.

As oscilações também levaram os investidores a buscar setores negligenciados que tendem a se beneficiar do alívio dos temores de inflação e das perspectivas de um crescimento econômico mais robusto.

“A tecnologia continua a ser uma aposta concorrida, o posicionamento está relativamente apertado, e isso torna o setor mais sensível a fluxos de notícias negativas ou movimentos bruscos em nomes individuais”, disse Francisco Simon, chefe europeu de estratégia da Santander Asset Management.

Uma queda nos preços do petróleo não conseguiu impulsionar as ações, enquanto os títulos reagiram positivamente.

O petróleo Brent caiu 3,4%, sendo negociado abaixo de US$ 73 o barril, conforme o tráfego continuou a fluir pelo Estreito de Ormuz, apesar do ataque de quinta-feira a um navio porta-contêineres. O Irã disse que a via navegável seria administrada de acordo com seu acordo com os EUA.

Os rendimentos dos Treasuries caíram ao longo da curva, com a taxa de 10 anos recuando dois pontos-base, para 4,37%. Os títulos subiram na Europa também, conforme os operadores deixaram de precificar integralmente mais uma alta de um quarto de ponto nos juros pelo Banco Central Europeu.

Enquanto isso, o dólar manteve os ganhos que o colocaram a caminho de um de seus melhores meses em um ano.

Estrategistas de grandes bancos manifestaram fé renovada na moeda americana depois que o presidente do Federal Reserve Kevin Warsh prometeu restaurar a estabilidade de preços.

🔘 As bolsas na quinta-feira (25/06): Dow Jones Industrials (+0,14%), S&P 500 (-0,01%), Nasdaq Composite (-0,46%), Stoxx 600 (+0,80%), Ibovespa (+0,87%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (26 de junho):

- Tráfego em Ormuz. Um ataque a um navio porta-contêineres no Estreito de Ormuz levou alguns armadores a rever seus planos de saída, mas o tráfego continuou fluindo em ambas as direções na sexta-feira. Dois petroleiros carregados estão saindo do Golfo Pérsico, segundo dados de rastreamento de navios.

- Minério de ferro em queda. O mineral caminhava para a sétima queda semanal consecutiva — a pior sequência desde 2022 —, à medida que a demanda enfraquecia sazonalmente e as margens das usinas diminuíam. Os futuros da matéria-prima caíram para US$ 96,95 por tonelada em Cingapura na sexta-feira, o nível intradiário mais baixo desde fevereiro.

- Demissões na Volkswagen. A montadora alemã pretende cortar dezenas de milhares de empregos adicionais e pode fechar fábricas, informou a revista Manager Magazin. Os planos, apresentados pelo CEO durante uma reunião do conselho, incluem a duplicação do número de demissões, que chegaria a 100 mil. A proprietária da Porsche e da Audi emprega atualmente cerca de 657 mil pessoas.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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