Bloomberg Línea — O dólar (USDBRL) tinha leve queda nas negociações na manhã desta terça-feira (19). A moeda americana era cotada a R$ 4,85, com desvalorização de 0,07%, às 09h40 (horário de Brasília).
Os investidores nesta terça-feira (19) ficam de olho em sinais que podem influenciar a decisão de juros do Banco Central (BC) do Brasil e do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira. Na quinta-feira (21), é a vez de o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tomar sua decisão sobre a taxa de juros do Reino Unido, enquanto o Banco do Japão (BoJ) anuncia a política monetária na sexta-feira (22).
O petróleo subiu para o nível mais alto em 10 meses, com o índice de referência global Brent superando US$ 95 por barril pela primeira vez desde novembro, estendendo assim um forte aumento que poderia reacender a inflação.
No Brasil, o IBC-Br, indicador de atividade do Banco Central que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), indicou uma expansão de 0,44% em julho, acima das expectativas.
A economia mundial caminha para uma desaceleração à medida que os aumentos nas taxas de juros prejudicam a atividade econômica e a recuperação da pandemia na China decepciona.
O crescimento econômico deve desacelerar para 2,7% em 2024, após uma expansão já considerada “abaixo da média” de 3% este ano, de acordo com as últimas previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Com exceção de 2020, quando a covid-19 surgiu, isso representaria a expansão anual mais fraca desde a crise financeira global.
Fechamento do dólar ontem
No pregão anterior, o dólar encerrou as negociações cotado a R$ 4,85, com queda de 0,22%. O valor máximo chegou a R$ 4,88, e o mínimo foi de R$ 4,84.
Neste ano, o real acumula alta de 8,20% em relação ao dólar. O valor máximo foi registrado no dia 3 de janeiro, quando a cotação do dólar atingiu R$ 5,46. Já a mínima foi de R$ 4,73 no dia 31 de julho. A cotação média do dólar no período foi de R$ 5,01.
Neste ano, a moeda brasileira ocupa a posição número 3 em uma cesta das 23 moedas de mercados emergentes com maior valorização.
A moeda com o maior desempenho no ano é o peso colombiano, com variação de 19,70%. Já a divisa com o menor desempenho é o peso argentino, que variou -97,59%.
As moedas latino-americanas tiveram o seguinte desempenho até o momento no ano:
- O peso colombiano (COP) se valoriza em 19,70%
- O sol peruano (PEN) se valoriza em 2,55%
- O peso mexicano (MXN) se valoriza em 12,12%
- O peso chileno (CLP) se desvaloriza em 4,35%
- O peso argentino (ARS) se desvaloriza em 97,59%
Já o Ibovespa caiu 0,40% no fechamento de ontem, 18 de setembro, aos 118.757,53 pontos.
As ações do Ibovespa com melhor desempenho ontem, 18 de setembro, foram:
- Braskem SA (BRKM5) subiu 5,84%
- YDUQS Participacoes SA (YDUQ3) subiu 4,74%
- BRF SA (BRFS3) subiu 4,35%
E as de pior desempenho foram:
- Metalurgica Gerdau SA (GOAU4) caiu 3,35%
- Atacadao SA (CRFB3) caiu 3,43%
- VIIA GRUPO CASAS BAHIA SA (VIIA3) caiu 3,95%
- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.
Leia também
O que a Faria Lima espera para a decisão de juros do Copom desta semana
Santander: novo CEO prepara mudanças na gestão para simplificar operações
Quem são os 179 brasileiros entre os 500 mais influentes da América Latina