Bloomberg — Os contratos futuros do petróleo abriram com queda na noite deste domingo (4), na retomada das negociações depois do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela na véspera, que culminou com a derrubada do presidente Nicolás Maduro.
Na abertura em Singapura, o barril do tipo Brent se aproximava de US$ 60, com queda de 0,40%, enquanto o do WTI, referência para o mercado norte-americano, recuava para US$ 57, com desvalorização de 0,50%.
Os futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq, operavam com ganhos no início das negociações.
O petróleo foi apontado no fim de semana como o ativo financeiro que mais pode repercutir em um primeiro momento a mudança de regime na Venezuela, com a esperada ascensão de políticos agora alinhados aos interesses dos Estados Unidos, ainda que tenham raízes históricas com o chavismo.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmaram que grandes petrolíferas norte-americanas serão convidadas a investir e a operar na Venezuela, país com as maiores reservas provadas do mundo, algo que, se concretizado, poderá ter implicações relevantes sobre a oferta global no médio para o longo prazo.
Mais cedo neste domingo, os mercados financeiros globais enfrentaram uma abertura instável depois que os EUA destituíram o presidente da Venezuela.
Segundo analistas, o evento pode desencadear um novo ponto de inflexão que pode alimentar as tensões geopolíticas e restringir o fluxo de petróleo da região.
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No mercado cambial, o dólar caiu em relação ao euro e ao iene no início das negociações na Austrália. O peso mexicano foi indicado como mais fraco nas cotações iniciais, em uma resposta indireta aos acontecimentos.
Traders também observam os preços de metais preciosos, como o ouro e a prata, que recentemente se tornaram ativos mais demandados.
-- Em atualização.
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