Petróleo opera em queda e futuros em NY sobem na abertura dos mercados pós-Venezuela

Contrato futuro do Brent caiu para US$ 60 o barril, e o do WTI, para US$ 57, sob influência também da decisão da Opep+ neste domingo de manter os planos de não elevar a produção da commodity

Refinaria da PDVSA na Venezuela: mercado acompanha desdobramentos da queda de Maduro sobre a produção de petróleo (Foto: Betty Laura Zapata/Bloomberg)
Por Bloomberg News
04 de Janeiro, 2026 | 08:34 PM

Bloomberg — Os contratos futuros do petróleo abriram com queda na noite deste domingo (4), na retomada das negociações depois do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela na véspera, que culminou com a derrubada do presidente Nicolás Maduro.

Na abertura em Singapura, o barril do tipo Brent se aproximava de US$ 60, com queda de 0,40%, enquanto o do WTI, referência para o mercado norte-americano, recuava para US$ 57, com desvalorização de 0,50%.

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Os futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq, operavam com ganhos no início das negociações.

O petróleo foi apontado no fim de semana como o ativo financeiro que mais pode repercutir em um primeiro momento a mudança de regime na Venezuela, com a esperada ascensão de políticos agora alinhados aos interesses dos Estados Unidos, ainda que tenham raízes históricas com o chavismo.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmaram que grandes petrolíferas norte-americanas serão convidadas a investir e a operar na Venezuela, país com as maiores reservas provadas do mundo, algo que, se concretizado, poderá ter implicações relevantes sobre a oferta global no médio para o longo prazo.

Mais cedo neste domingo, os mercados financeiros globais enfrentaram uma abertura instável depois que os EUA destituíram o presidente da Venezuela.

Segundo analistas, o evento pode desencadear um novo ponto de inflexão que pode alimentar as tensões geopolíticas e restringir o fluxo de petróleo da região.

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No mercado cambial, o dólar caiu em relação ao euro e ao iene no início das negociações na Austrália. O peso mexicano foi indicado como mais fraco nas cotações iniciais, em uma resposta indireta aos acontecimentos.

Traders também observam os preços de metais preciosos, como o ouro e a prata, que recentemente se tornaram ativos mais demandados.

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-- Em atualização.

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