O crescimento da filantropia de ‘impacto’

Também no Breakfast: Os desafios da Oncoclínicas em meio à troca de CEO | Dólar volta a ganhar força como ‘porto seguro’ global | A urgência de uma reabertura do Estreito de Ormuz

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Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

O investimento filantrópico e social das famílias mais ricas do mundo está em evolução e se torna mais abrangente, com estruturas mais sofisticadas que vão além de modelos tradicionais de alocação de capital para projetos específicos.

É o que revela o estudo Trends in Philanthropy 2026, recém-concluído pelo UBS a partir de entrevistas com clientes e de conclusões do relatório Global Family Office Report 2025, ao qual a Bloomberg Línea obteve acesso em primeira mão.

O estudo aponta três tendências principais: a adoção de disciplina de negócios para moldar capital, governança e estratégia; a busca por impacto em todo o ecossistema; e o uso do chamado “policapital” — redes de contato, influência política e reputação — para ampliar resultados financeiros e sociais.

“Historicamente, family offices buscavam algo apenas transacional, colocavam um contador para assinar cheques e era muito fácil. Isso mudou porque as famílias querem fazer mais”, disse Kai Grunauer, diretor executivo para América Latina da área de Impacto Social e Filantropia do UBS, em entrevista à Bloomberg Línea.

Novos modelos adotados incluem a contratação de profissionais dedicados a montar uma estratégia, a desenhar projetos e a mensurar impactos, segundo ele.

⇒ Leia a reportagem: Além da doação: famílias bilionárias adotam visão estratégica na filantropia, diz UBS

No radar dos mercados

As ações internacionais aprofundaram as perdas enquanto a redução das expectativas de um fim rápido para a guerra no Irã ampliou as preocupações sobre um aumento no preço do petróleo e seu efeito indireto sobre a economia.

- Mais problemas na Raízen. As negociações para resgatar a Raízen fracassaram depois que as duas empresas que controlam a empresa, Cosan e Shell, não chegaram a um acordo sobre um plano de capitalização, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

- Flexibilização do compulsório. O Banco Central concedeu um alívio aos bancos no momento em que as instituições recompõem o Fundo Garantidor de Créditos. Os bancos poderão deduzir as contribuições que anteciparem ao FGC do compulsório, tanto para depósitos à vista quanto a prazo.

- Recuo da New World Development. A negociação de US$ 4 bilhões da Blackstone com a New World Development foi bloqueada porque a família bilionária que administra a incorporadora de Hong Kong reluta em abrir mão do controle.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (03/03): Dow Jones Industrials (-0,83%), S&P 500 (+0,94%), Nasdaq Composite (-1,02%), Stoxx 600 (-3,08%), Ibovespa (-3,28%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Oncoclínicas enfrenta desafio de rolar R$ 1 bi em meio a troca de CEO e rebaixamentos

GPA contrata Munhoz Advogados para reestruturar dívida, dizem fontes

Shell investirá R$ 3,5 bi na Raízen e espera aporte igual da Cosan, diz CEO no Brasil

• Também é importante: Dólar recupera papel de ‘porto seguro’ com guerra no Irã e riscos de inflação | Citi nomeia André Cury como o novo presidente da operação do Brasil

• Opinião Bloomberg: Por que Donald Trump precisa reabrir o Estreito de Ormuz o mais rápido possível

• Para não ficar de fora: Viagens de 6 horas no deserto: a saga de viajantes para deixar Dubai, Abu Dhabi e Doha

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Editor sênior, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)