Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
A Bolsa de Nova York avalia que existem condições favoráveis de mercado para o início de um ciclo sustentado de IPOs em 2026, em um ambiente que conta também com a perspectiva de mudanças regulatórias e de inovação tecnológica.
Essa perspectiva de mercado foi expressada à Bloomberg Línea por Chris Taylor, chefe de Listagens Globais e diretor de Desenvolvimento da NYSE.
Taylor, em entrevista para o podcast La Estrategia del Día no âmbito do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, afirmou que cinco empresas, incluindo uma da América Latina, estão programadas para abrir o capital nas próximas duas semanas, o que ele interpreta como um sinal de recuperação da atividade.
A empresa da região em questão é a fintech brasileira Agibank, fundada por Marciano Testa e que conta com Vinci Compass e Lumina Capital como investidores, que entrou com o pedido de IPO há uma semana na NYSE.
Na entrevista, o executivo falou ainda sobre por que, em sua avaliação, listagens nos EUA são mais atraentes neste momento para empresas da região, incluindo as brasileiras, sobre inovações como a negociação de ações tokenizadas e sobre as perspectivas de integração com os mercados de previsão.
⇒ Leia a reportagem: Em Davos, Bolsa de NY projeta novo ciclo de IPOs, que inclui empresas brasileiras
No radar dos mercados
As ações da Europa operam em alta nesta quinta-feira (22), depois que o presidente Donald Trump minimizou suas ameaças de tarifas contra o bloco.
- Futuro do Fed. Trump disse que Jerome Powell não aproveitaria seu mandato como diretor se permanecesse no Conselho de Governadores do Federal Reserve após deixar a presidência em maio. Trump disse que “se isso acontecer, sua vida não será muito, muito feliz”.
- Petróleo na Venezuela.O Parlamento do país estuda pôr fim ao monopólio estatal e permitir que empresas privadas produzam e comercializem petróleo no país. A proposta prevê a redução dos royalties de 33% para 20%, além de ampliar a autonomia das petroleiras e diminuir o papel da estatal PDVSA.
- Novo patamar para o ouro?O Goldman Sachs ajustou em mais de 10% sua projeção para o ouro e passou a ver o metal precioso a US$ 5.400 a onça em dezembro de 2026, ante US$ 4.900. No acumulado dos últimos 12 meses, o ouro subiu 70%, com impulso de tensões globais e incertezas fiscais e monetárias.
→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje
🔘 As bolsas ontem (21/01): Dow Jones Industrials (+1,21%), S&P 500 (+1,16%), Nasdaq Composite (+1,18%), Stoxx 600 (-0,02%), Ibovespa (+3,33%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Trump recua de ameaça de taxar a Europa por posse da Groenlândia e cita novo acordo
• Banco Central decreta liquidação do Will Bank, adquirido pelo Master em 2024
• Nubank fecha patrocínio com Mercedes na F1 de olho em visibilidade global
• Também é importante: Vender dívida dos EUA para pressionar Trump é ‘aposta perigosa’, diz CEO do UBS| Após choque nos preços do cacau, Barry Callebaut nomeia ex-Unilever como CEO
• Opinião Bloomberg: Em busca da Groenlândia, Trump parece optar por destruir a aliança com o Ocidente
• Para não ficar de fora: Fórum Econômico Mundial em Buenos Aires? Larry Fink sugere mudar encontro de Davos
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