Lenovo quer descolar do mercado no Brasil

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Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A Lenovo planeja crescer no Brasil neste ano de 2026 mesmo diante de um cenário adverso para o mercado de PCs, com uma aposta na demanda corporativa por equipamentos com inteligência artificial embarcada e na expansão de serviços.

“A expectativa é que o mercado como um todo fique estável. Nós queremos crescer mais que o mercado”, disse Ricardo Bloj, Country Manager para o Brasil da Lenovo, à Bloomberg Línea, sem abrir metas específicas.

Em 2025, a fabricante chinesa registrou expansão de 14,5% nas vendas globais, na liderança com 24,9% do mercado de computadores, incluindo desktops, notebooks e workstations, seguida por HP e Dell, segundo dados do IDC.

A estratégia da Lenovo para 2026 para o Brasil e para a América Latina como um todo está centrada em três pilares: equipamentos corporativos com IA, expansão de serviços avançados e o lançamento global da Qira, assistente pessoal baseado em IA que integra diferentes dispositivos da marca e que chegará ao país.

⇒ Leia a reportagem: Para descolar do mercado, Lenovo aposta em foco em IA, empresas e serviços no Brasil

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (11), enquanto investidores aguardam os dados do payroll de janeiro, que podem reforçar as expectativas de novos cortes de juros pelo Fed.

- Cortes na Heineken.A companhia anunciou que vai demitir de 5 mil a 6 mil trabalhadores, cerca de 7% de sua força global, diante da queda na demanda por cerveja em meio a preços mais altos e consumo mais moderado. Os cortes ocorrem em meio à transição de liderança, com a saída do CEO Dolf van den Brink.

- Raízen sob escrutínio de credores.Investidores com títulos da produtora brasileira de açúcar e etanol formaram um comitê de credores e contrataram assessoria jurídica, segundo disseram fontes àBloomberg News. Nos últimos dias, a empresa sofreu rebaixamentos que a derrubaram do grau de investimento.

- Emissão de bonds da Disney.A gigante do entretenimento captou US$ 4 bilhões em sua primeira emissão de títulos desde 2020. Os recursos devem reforçar a liquidez, pagar dívidas que vencem este ano e apoiar investimentos estratégicos, incluindo um plano de US$ 60 bilhões para a divisão de parques e cruzeiros.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (10/02): Dow Jones Industrials (+0,10%), S&P 500 (-0,33%), Nasdaq Composite (-0,59%), Stoxx 600 (-0,07%), Ibovespa (-0,17%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Venda de títulos de Raízen eCSN reacende temor sobre dívida corporativa no país

Com dólar fraco, Suzano planeja manter produção abaixo da capacidade em 2026, diz CEO

‘Não muda a rota’, diz head da DSM-Firmenich após venda de divisão de saúde animal

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• Opinião Bloomberg: Se ignorar custos de desastres naturais, Fed de Kevin Warsh vai negligenciar inflação

• Para não ficar de fora: Ouro pode atingir US$ 6.000 a onça no fim do ano diante de demanda, diz BNP

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