Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu 2% nesta quarta-feira (11), à medida que o fluxo estrangeiro continuou a beneficiar as blue chips, as maiores e mais líquidas ações da bolsa. O índice reagiu ainda à perspectiva de corte de juros e à nova pesquisa eleitoral.
O saldo final foi uma alta de 2,03% para o Ibovespa, aos 189.699 pontos. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 190.000 pontos.
Entre as ações da bolsa, os papéis das empresas com maior liquidez e consolidadas da bolsa puxaram as altas.
A Vale (VALE3), ação com maior participação na carteira do Ibovespa, avançou mais de 3%.
- Vale (VALE3): +3,49%
- Bradesco (BBDC4): +2,96%
- Itaú (ITUB4): +1,96%
- Petrobras (PETR4): +1,95%
A entrada de capital ajudou a enfraquecer o dólar contra o real. A moeda americana recuou 0,18% e encerrou o dia cotada a R$ 5,19.

No Brasil, o movimento de alta ganhou força em reação a declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que não pretende fazer qualquer mudança na comunicação do BC. A fala animou investidores de um corte na taxa de juros na próxima reunião do Copom, já em março.
Investidores também reagiram à pesquisa de intenção de votos para a eleição presidencial de 2026. A pesquisa Genial/Quaest apontou vitória do atual presidente Lula em todos os cenários, mas mostrou diminuição da vantagem do petista contra o senador Flávio Bolsonaro.
A notícia foi encarada com otimismo por agentes de mercado, que desejam alternância de poder – e de condução da política econômica – a partir de 2027.
No exterior, os dados do payroll trouxeram reações mistas após um mercado de trabalho mais forte que o esperado.
O relatório de janeiro sobre a criação de empregos não agrícolas mostrou um crescimento de 130.000 vagas no mês passado contra uma expectativa de de 65.000 segundo a Bloomberg.
O número mostrou um aumento considerável em relação a dezembro, que foi revisado para baixo, para 48.000.
- Dow Jones: -0,13%
- S&P 500: -0,01%
- Nasdaq: -0,16%
Inicialmente os índices subiram com a notícia, mas viraram para a queda ao longo do dia. Investidores estão divididos entre a leitura de que os EUA se afastaram de uma recessão e o temor de uma economia aquecida que coloque um freio sobre possíveis cortes de juros.
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