Ibovespa sobe e dólar recua após payroll abaixo do esperado; Glencore avança 10%

Mineradora anglo-suíça sobe na bolsa após a retomada das conversas com a australiana Rio Tinto, que pode adquirir o negócio da concorrente

Carregamento de ferro na Austrália: mineradora anglo-suíça sobe na bolsa após a retomada das conversas com a australiana Rio Tinto, que pode adquirir o negócio da concorrente
09 de Janeiro, 2026 | 11:26 AM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em alta nesta sexta-feira (9), em dia de repercussão no mercado de dados de inflação no Brasil e do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O principal índice da B3 operava em alta de 0,30%, aos 163.420 por volta das 11h10. Já o dólar recuava 0,53% no mesmo horário, cotado a R$ 5,36.

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Investidores reagem positivamente à divulgação do payroll de dezembro na manhã desta sexta-feira. O indicador do mercado de trabalho americano é uma das principais métricas observadas para decisões de política monetária.

O número de empregos não agrícolas aumentou em 50.000, abaixo da expectativa de analistas, que projetavam a criação de 70.000 novos postos de trabalho.

O recuo impulsionou a expectativa de cortes de juros, enfraquecendo o dólar e fortalecendo a renda variável.

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No exterior, os futuros dos principais índices americanos operam em alta. Os futuros do Dow Jones sobem 0,31%, os do S&P500 tem alta de 0,34% e os do Nasdaq têm ganhos de 0,41%.

Glencore dispara com expectativa de ‘megafusão’

A mineradora anglo-suíça Glencore (GLEN.L) disparavam 9,95% na bolsa de Londres por volta das 11h10 após a retomada das conversas com a australiana Rio Tinto, que pode adquirir o negócio da concorrente.

A operação pode criar a maior mineradora do mundo, com valor de mercado acima de US$ 200 bilhões.

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O anúncio faz parte de uma movimentação mais ampla do setor de mineração, com os maiores produtores do mundo buscando expansão as operações em cobre.

A Glencore possui ativos de cobre grandes e atraentes, mas é também uma das maiores produtoras de carvão do mundo – fonte combustível criticada por seu alto impacto ambiental.

A companhia reforçou a aposta no carvão enquanto concorrentes como a Rio Tinto se desfizeram dessas operações por pressão dos investidores. A australiana vendeu suas últimas minas de carvão em 2018.

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Ainda assim, o Grupo Rio Tinto está aberto a manter o enorme negócio de carvão da Glencore se as negociações de fusão entre as duas empresas forem bem-sucedidas, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg News.

-- Com informações da Bloomberg News.

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