Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em leve alta na manhã desta quinta-feira (18), enquanto os investidores repercutiam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na véspera, e monitoravam os desdobramentos do acordo preliminar firmado pelo presidente Donald Trump com o Irã, que pode abrir caminho para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Nesta manhã,
- Ibovespa (IBOV): +0,20% às 11h14, aos 168.797pontos
- Dólar comercial: +0,97% às 11h14, a R$ 5,1607
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A decisão foi unânime entre os sete membros presentes e veio em linha com a expectativa de 30 dos 33 economistas consultados pela Bloomberg antes da reunião.
O corte ocorre em um cenário ainda mais adverso do que o da decisão anterior, em abril.
As projeções do próprio Copom para o IPCA subiram: a inflação estimada para 2026 passou de 4,6% para 5,2%, e a projeção para o quarto trimestre de 2027 — o horizonte relevante atual da política monetária — avançou de 3,5% para 3,7%, ainda acima da meta de 3%.
A justificativa do comitê para manter o ritmo de cortes, mesmo diante da deterioração das projeções, é que a política monetária permanece em território contracionista.
“O período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”, afirmou o Copom no comunicado divulgado na quarta-feira (17).
No exterior, as bolsas globais operavam em alta nesta quinta-feira após o anúncio de um acordo provisório de paz entre Estados Unidos e Irã, que aumentou as expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
O movimento reduziu temores sobre inflação e interrupções no fornecimento de energia, impulsionando as bolsas em Wall Street e os títulos do Tesouro americano.
O petróleo recuava, com o barril nos EUA negociado em torno de US$ 74, diante da perspectiva de retomada da produção de grandes exportadores e normalização do fluxo pelo estreito.
Analistas consultados pela Bloomberg News avaliam que, caso o acordo se sustente, a redução dos custos de energia poderá aliviar pressões inflacionárias e diminuir a necessidade de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.
— Com informações da Bloomberg News
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