Ibovespa sobe aos 176.000 pontos com impulso de investidores estrangeiros e blue chips

Movimento de diversificação no exterior continua e beneficia, principalmente, as ações mais líquidas da bolsa; Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) subiam mais de 1% nesta sexta-feira (23)

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subia nesta sexta-feira (23), caminhando para atingir nível nominal recorde pelo quarto dia consecutivo, embalado por um maior apetite de investidores estrangeiros por ativos de mercados emergentes.

Até a última quarta-feira (21), o fluxo de capital estrangeiro no mês já havia alcançado a marca de R$ 12,35 bilhões – metade do volume registrado em todo o ano passado.

Nesta sexta-feira, o principal índice da B3 subia 0,74% por volta das 11h10, superando os 176.000 pontos. Na semana, o índice registrava ganhos de mais de 7%.

Já o dólar operava em alta no mesmo horário, se recuperando das baixas da véspera.

  • Ibovespa (IBOV): + 0,74% às 11h10, aos 176.085 pontos
  • Dólar comercial: + 0,24%, a R$ 5,297

As ações mais beneficiadas são as blue chips, das maiores e mais líquidas empresas da bolsa brasileira. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) subiam mais de 1%, e os papéis de bancos também operavam em alta no mesmo horário.

  • Vale (VALE3): + 1,05%
  • Petrobras (PETR4): + 1,73%
  • Itaú (ITUB4): + 0,81%
  • Bradesco (BBDC4): + 0,69%

O movimento é resultado da intensificação da estratégia de diversificação entre os investidores internacionais em uma semana marcada por turbulências entre os Estados Unidos e a Europa.

Depois de ameaçar anexar a Groenlândia e taxar os países europeus contrários a seus interesses, o presidente americano Donald Trump reduziu o tom dos ataques, diminuindo as tensões nos mercados globais.

O recuo na quarta-feira levou os índices americanos a dois dias seguidos de rali. Nesta sexta-feira, no entanto, os futuros operavam em queda, bem como o índice pan-europeu Stoxx 600.

  • Stoxx 600: -0,24%
  • Dow Jones futuro: -0,53%
  • S&P500 futuro: -0,23%
  • Nasdaq Composite futuro: -0,35%

“O desafio é fazer com que a situação geopolítica arrefeça para que o mercado volte a olhar fundamentos em vez de ruído”, disse Andrea Gabellone, chefe de ações globais da KBC Global Services, à Bloomberg News.

-- Com informações da Bloomberg News.

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