Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou a semana em alta de 3,03%, seu primeiro ganho semanal desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O saldo final positivo veio após uma semana de volatilidade, na qual as expectativas de um cessar-fogo não se concretizaram.
Nesta sexta-feira (27),o principal índice da B3 caiu 0,64%, aos 181.557 pontos. A queda acompanhou o clima global de aversão a risco em meio à tensão no Oriente Médio.
Já o dólar recuou 0,28%, cotado a R$ 5,24. Apesar da queda da sessão, a moeda acumulou ganhos de 1,26% contra o real na semana.
Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, adiou pela segunda vez o prazo para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos depois de Teerã ter rejeitado as tentativas de negociação durante a semana.
A principal preocupação é com o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, canal vital para o transporte de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O canal permanece restrito após quase um mês de conflito na região.
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Os investidores temem um impacto cada vez maior no fornecimento de energia e nos preços do petróleo, aumentando o risco de uma escalada inflacionária que pode forçar os bancos centrais de todo o mundo a deixar os juros mais altos por mais tempo.
Nesta sexta-feira, os preços do petróleo Brent subiram 6,31%, negociados acima de US$ 114 o barril.
Entre as ações locais, a Petrobras (PETR4) subiu 2,89% apoiada na alta da commodity e ajudou o Ibovespa a minimizar as perdas do dia.
Já os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa e registraram para a quinta semana consecutiva de perdas – a maior sequência negativa desde 2022.
- Dow Jones: -1,73%
- S&P500: -1,67%
- Nasdaq: -2,15%
“Trump é imprevisível, então não se sabe se ele está ganhando tempo para enviar tropas para invadir o Estreito de Ormuz ou para negociar mais”, disse Nicolas Domont, gestor de fundos da Optigestion em Paris, à Bloomberg News.
“A guerra pode terminar a qualquer momento e as coisas podem voltar ao normal em alguns meses, mas também podemos acabar com o petróleo a US$ 200 nos próximos seis meses.”
-- Com informações da Bloomberg News.
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