Ibovespa sobe 2% com queda do petróleo e alívio no exterior; dólar cai a R$ 5,26

O recuo do petróleo para abaixo de US$ 94 e a perspectiva de retomada parcial do tráfego no Estreito de Ormuz impulsionam o apetite por risco global, enquanto investidores acompanham os desdobramentos da guerra com o Irã

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) opera em forte alta nesta segunda-feira (16) em um movimento que acompanhava o avanço nos mercados globais diante da pressão de Trump sobre o fim do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Por volta das 11h18, o Ibovespa subia 1,94% aos 181.095 pontos.

O dólar, por sua vez, opera em queda em relação ao real. A moeda americana era negociada com recuo de 1,19% no mesmo horário, cotada a R$ 5,26.

À medida que a guerra contra o Irã entrou em sua terceira semana, o presidente Donald Trump vem aumentando a pressão sobre países para ajudar a reabrir a vital rota marítima que liga o Golfo Pérsico aos mercados internacionais. A OTAN afirmou que “aliados individuais estão conversando com os EUA e outros países sobre o que mais poderiam fazer”.

“Embora seja possível que os preços do petróleo ultrapassem US$ 100 no curto prazo, não esperamos que permaneçam acima desse nível no longo prazo”, disse Richard Saperstein, da Treasury Partners. “Os preços do petróleo cairão à medida que as tensões diminuírem e os fluxos de petróleo retornarem aos níveis anteriores à crise.”

A queda dos preços do petróleo deu impulso às ações e títulos, diante da expectativa de que mais petroleiros consigam atravessar o Estreito de Ormuz em meio à guerra em curso que tem abalado os mercados globais de energia.

Há pouco, o petróleo tipo WTI recuava 5,35%, A US$ 93,43 por barril. O Brent, por sua vez, caía 2,92%, a US$ 96,02 por barril.

Enquanto isso, no exterior, o setor de tecnologia liderou os ganhos, com a conferência de inteligência artificial da Nvidia começando na segunda-feira. Também ajudou a melhorar o sentimento do mercado uma notícia de que a OpenAI discute uma joint venture de US$ 10 bilhões com firmas de private equity.

-- Com informações da Bloomberg News.

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