Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou pela primeira vez acima dos 171.000 pontos em pregão de alta nesta quarta-feira (21). Na véspera, o índice já havia batido recorde ao fechar aos 166.276,90 pontos.
A bolsa brasileira se beneficiou da continuidade do movimento de diversificação no exterior, que se intensificou nos últimos dias acompanhando as tensões entre Estados Unidos e Europa.
No cenário local, o foco foi uma pesquisa eleitoral que mostrou diminuição da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para as eleições deste ano.
O resultado foi um salto de 3,33% no Ibovespa, a maior alta intradiária do índice desde abril de 2023.
Já o dólar caiu 1,13% e encerrou cotado a R$ 5,32.

Investidores de todo o mundo acompanharam o discurso do presidente americano em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial em meio às ameaças dele contra a Europa.
O ponto de atrito é a intenção de anexar a Groenlândia pelos EUA – proposta recusada pela Dinamarca e por diversos países da região.
Durante discurso, Trump disse que não usaria força para tomar o território, o que ajudou os índices a se recuperarem do tom negativo. Na véspera, o mercado de ações dos EUA enfrentou a pior baixa intradiária em três dias.
“O presidente americano tem recuado de medidas que não são bem recebidas no mercado, e esse parece ser o caso novamente”, avaliou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Mais tarde, em rede social, o presidente americano fez um recuo. Trump afirmou que iria se abster de impor tarifas sobre produtos de nações europeias que se opõem ao seu plano de anexar a Groenlândia e citou ainda uma “estrutura de um acordo futuro” que ele teria alcançado em relação à ilha.
- Stoxx 600: - 0,02%
- Dow Jones: + 1,21%
- S&P500: + 1,16%
- Nasdaq: + 1,18%
Dinâmica eleitoral
No cenário eleitoral, investidores acompanharam ainda a divulgação nesta manhã da pesquisa realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News.
O levantamento indica que Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto, melhorou nas intenções de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual disputa de segundo turno, movimento que pode reforçar sua condição de principal nome da oposição antes da eleição de outubro.
A margem de vantagem de Lula sobre Flávio, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, recuou para quatro pontos percentuais em um confronto direto. Segundo a pesquisa, o petista teria 49% das intenções de voto, contra 45% do senador.
A distância entre os dois encolheu oito pontos desde dezembro, quando Lula aparecia à frente por 53% a 41%, logo após Flávio oficializar sua candidatura com o apoio do pai, preso desde novembro por tentativa de golpe de Estado.
-- Com informações da Bloomberg News.
Leia mais
Trump recua de ameaça de taxar a Europa por posse da Groenlândia e cita novo acordo
Banco Central decreta liquidação do Will Bank, adquirido pelo Master em 2024









