Ibovespa recua após dado de inflação nos EUA e escalada das tensões no Oriente Médio

Índice cai após ameaça de Donald Trump ao Irã e divulgação do CPI de maio; núcleo da inflação veio abaixo das projeções e amenizou temores sobre os próximos passos do Fed

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em queda na manhã desta quarta-feira (10), enquanto os investidores acompanham o aumento da tensão no Oriente Médio e também reagem aos dados de inflação dos EUA referente ao mês de maio.

Nesta manhã,

  • Ibovespa (IBOV): -0,45% às 11h13, aos 169.048 pontos
  • Dólar comercial: -0,20% às 11h13, a R$ 5,1616

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No caso da inflação dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em relação a abril e 4,2% em relação ao ano anterior, o maior aumento desde o início de 2023, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics divulgados na quarta-feira.

O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% em relação a abril, ligeiramente abaixo das expectativas, amenizando parte das preocupações no debate sobre os próximos passos do Fed.

“De modo geral, embora o ritmo da inflação cheia tenha acelerado por causa dos preços da gasolina e da energia, os números do núcleo foram benignos, o que sugere que o Fed tem ampla margem para manter a paciência nas próximas reuniões”, disse Ian Lyngen, da BMO Capital Markets, à Bloomberg News.

Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã “pagará o preço” por adiar as negociações de um acordo de paz provisório.

A declaração veio após novos ataques durante a madrugada aumentarem a pressão sobre uma trégua já frágil.

Além disso, os investidores também acompanharam a divulgação do levantamento Genial/Quaest que mostrou que o presidente Lula ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Lula venceria com 44% dos votos em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ante 38% do senador, segundo levantamento.

No mês passado, Lula liderava por apenas um ponto percentual, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro.

Com informações da Bloomberg News

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