Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) voltou a cair nesta quinta-feira (5) com preocupações sobre a guerra no Oriente Médio no foco dos investidores.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalhou por países na região e chegou ao sexto dia com temores crescentes sobre o fornecimento de petróleo.
O principal índice da B3 caiu 2,64%, aos 180.464 pontos. Foi o nível mais baixo de fechamento desde o dia 26 de janeiro, com queda de 78 das 85 ações que formam o Ibovespa.
Já o dólar teve uma sessão de ganhos com investidores em busca de ativos de proteção diante das incertezas do conflito. A moeda americana avançou 1,32% contra o real e encerrou o dia cotada a R$ 5,29.
Roberto Scholtes, chefe de estratégia do Singular Bank, disse que o principal ponto de atenção é o Estreito de Ormuz. Localizado na costa do Irã, o estreito é considerado vital para a exportação da commodity, já que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial.
Na terça-feira (3), Trump anunciou que iria assegurar a retomada das rotas de navegação na região após o fluxo no estreito ser bloqueado pelo conflito.
Embora o comandante militar iraniano Amir Heydari tenha declarado à TV estatal nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz não está fechado, operadores e analistas ainda esperam que leve semanas para que o fluxo de petróleo seja retomado de forma significativa.
“Se o bloqueio durar mais de uma semana, o risco de preços elevados e sustentados da energia se tornará real”, afirmou Scholtes à Bloomberg News.
“Por outro lado, se a situação for resolvida rapidamente, o impacto econômico e financeiro provavelmente será insignificante”, disse.
Os preços do petróleo subiram até 5,5% nesta quinta-feira. Já os principais índices americanos voltaram a cair.
A maior baixa foi do Dow Jones, que recuou 1,61%, seguido por baixa de 0,56% e de 0,26% de S&P500 e Nasdaq, respectivamente.
-- Com informações da Bloomberg News.
Leia mais
FMI alerta para era de ‘choques imprevisíveis’ e vê guerra no Irã como novo risco
Retorno aos escritórios impulsiona a locação. Mas investidores continuam cautelosos