Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou esta quinta-feira (26) em queda de 0,13%, aos 191.005 pontos. O principal índice da B3 foi pressionado pela perda de quase 1% da Vale (VALE3), ação com maior peso na carteira teórica do Ibovespa.
Já o dólar encerrou em alta de 0,28% contra o real, cotado a R$ 5,14, em movimento que indica correção após quedas recentes.

Entre as ações da bolsa, os papéis da Vale recuaram 0,8% em correção após as altas dos últimos dias. Mesmo com a queda desta quinta-feira, a mineradora acumula avanço de 23,25% no acumulado do ano – e de 2,76% apenas esta semana.
- Vale (VALE3): -0,84%
A queda do Ibovespa só não foi maior por conta da virada dos papéis da Petrobras (PETR4), que ajudaram a reduzir a queda do índice.
As ações da petroleira acompanharam a dinâmica volátil do petróleo no mercado internacional em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã em Genebra, com a mediação de Omã.
O presidente Donald Trump deu a Teerã um prazo de 1 a 6 de março para um acordo sobre as atividades nucleares da República Islâmica e ameaçou com ataques militares caso o país não cumpra o prazo.
Representantes de Omã que fazem a mediação informaram que as conversas vão ser retomadas na próxima semana após “progresso significativo”.
- Petrobras (PETR4): + 0,10%
- Petróleo Brent: +0,11%
Nvidia cai 5,5% e temor com IA continua
No exterior, investidores reagiram também ao balanço da Nvidia (NVDA), divulgado na noite de quarta-feira (25).
Mesmo após a fabricante de chips indicar um guidance otimista, as ações caíram 5,49%, arrastando consigo quase todas as empresas de um índice importante do setor de semicondutores. Entre os índices americanos, o Nasdaq amargou a maior queda.
- Dow Jones: +0,03%
- S&P500: -0,54%
- Nasdaq: -1,18%
A reação de Wall Street ao balanço da gigante de inteligência artificial reflete as incertezas que pairam sobre a IA – a empresa tem sido questionada sobre os gastos massivos para viabilizar sua operação.
O motivo pelo qual os investidores não reagiram com entusiasmo mesmo diante de receita, lucro líquido e projeções bem acima do esperado é que a Nvidia raramente decepciona nesses indicadores, segundo Hardika Singh, da Fundstrat Global Advisors.
“Mas a empresa falhou em tranquilizar os investidores quanto ao estreitamento de sua vantagem competitiva num ambiente de computação em constante transformação, e em explicar seu plano para se sair bem num mundo de disrupção pela IA — que pode abalar setores inteiros, de cibersegurança à entrega de comida e bancos”, afirmou.
Michael Burry, que ficou famoso por apostar contra o mercado imobiliário americano, acrescentou mais uma camada de preocupação ao destacar que os compromissos de compra da Nvidia somam US$ 95,2 bilhões, ante US$ 16,1 bilhões um ano antes – o que pode representar um risco caso a demanda arrefeça.
-- Com a Bloomberg News.
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