Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou esta segunda-feira (10) em queda, em linha com principais índices de Nova York, diante da cautela no exterior e incertezas em relação ao conflito no Oriente Médio.
O principal índice da B3 recuou 0,19%, aos 172.180 pontos, o menor nível de fechamento desde 8 de julho.
O dólar avançou 0,52%, a R$ 5,11, em meio à cautela global antes da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, na quarta-feira.
A moeda também reagiu à pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto no segundo turno contra 44% de Flávio Bolsonaro.
No cenário político, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), declarou apoio à candidatura de Lula à reeleição.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
Na bolsa, a Petrobras (PETR4) liderou os ganhos do índice, com alta de 3,50%, impulsionada pela valorização do petróleo.
O Brent subiu 5,19%, a US$ 87,88 o barril, após Irã e Omã não chegarem a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo na região.
O impasse ampliou a cautela sobre o fluxo global de energia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou as exigências de compensação de guerra feitas pelo Irã nas negociações para encerrar o conflito, o que reduziu as expectativas de um acordo rápido, segundo informações da Bloomberg News.
Na direção oposta, o Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), BTG Pactual (BPAC11) e Santander Brasil (SANB11) recuaram e puxaram o índice para baixo. O Banco do Brasil (BBAS3) foi exceção, e fechou perto da estabilidade.
Além dos bancos, a Axia Energia ficou entre as principais perdas em volume, com queda de 2,04%.
As ações da JBS (JBS) recuaram 5,8% em Nova York antes da divulgação do balanço trimestral e em meio ao anúncio de que Wesley Batista Filho assumirá o comando global da companhia a partir de janeiro, com o retorno da gestão operacional à família Batista.
A CSN (CSNA3) caiu 2,19% depois de informar que recebeu propostas vinculantes pela venda da CSN Cimentos, unidade que integra o plano de desinvestimentos da companhia para reforçar o caixa e reduzir o endividamento.
No mercado de juros futuros, as taxas dos vencimentos mais longos subiram cerca de 10 pontos, segundo a Bloomberg News, enquanto os contratos mais curtos tiveram alta mais moderada, com estabilidade nas projeções do boletim Focus, na véspera da divulgação da ata do Copom.
No exterior, os principais índices de Wall Street oscilaram sem direção única, com o S&P 500 praticamente estável, enquanto os yields dos Treasuries de 10 anos avançaram diante da perspectiva de que o Federal Reserve possa manter os juros altos por mais tempo em meio à alta do petróleo.
— Com informações da Bloomberg News
Leia também
Credores da Braskem cobram aporte da Petrobras antes do fim de prazo, segundo fontes
Embraer espera ter capacidade de produzir até 120 aviões comerciais por ano até 2030