Bloomberg — O avanço das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e de demais petroleiras ajudou a impulsionar o Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (12), em uma sessão influenciada também pelo sentimento de otimismo nos mercados internacionais.
O principal índice de ações da bolsa brasileira encerrou a sessão com alta de 1,22%, aos 127.668 pontos, recuperando parte das perdas dos últimos pregões. Já o dólar (USDBRL) operava perto da estabilidade, com queda de 0,08%, a R$ 4,97, no final das negociações.
Os papéis da Petrobras voltaram a subir depois da tentativa do governo de minimizar a crise gerada pela decisão do conselho de suspender o pagamento de dividendos extraordinários da petroleira.
Nesta terça, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse em entrevista à GloboNews que a troca do CEO Jean Paul Prates no comando da estatal “não está na pauta” e não foi um assunto discutido no governo.
Após reunião de Prates com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros na segunda, ficou decidido que o Ministério da Fazenda, de Fernando Haddad, terá um assento no conselho da estatal.
As ações da petroleira brasileira ficaram entre as maiores altas do dia. Os ganhos também foram influenciados pelo avanço dos papéis da PRIO (PRIO3) e da PetroReconcavo (RECV3), que anunciaram programas de recompra de ações.
Por outro lado, as ações da Vale (VALE3), que subiam mais cedo, caíram após notícia de que a sucessão turbulenta da mineradora resultou na demissão de um dos membros do conselho de administração com alegações de manipulação e “nefasta influência política” na busca da empresa por um novo CEO.
Inflação no Brasil e nos EUA
Investidores também repercutiram hoje dados de inflação em fevereiro acima do esperado no Brasil e nos Estados Unidos.
No mercado americano, o resultado da inflação foi considerado neutro, uma vez que não altera as perspectivas da política monetária no país, apesar de indicar que o aumento de preços continua e ainda levará tempo para o Federal Reserve atingir a meta de 2%.
Os temores de uma leitura muito acima do esperado por analistas não se concretizaram, o que ajudou o desempenho das ações no país.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 0,4% em fevereiro, após ter avançado 0,3% no mês anterior. O núcleo (medida que desconsidera preços de itens mais voláteis como alimentos e energia) também subiu 0,4% no mês.
Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o núcleo subiu 3,8%, enquanto o indicador principal avançou 3,2%.
Estimativa da Bloomberg indicava alta de 0,4% na base mensal para o CPI e de 0,3% para o núcleo. Na comparação anual, as estimativas eram de alta de 3,1% e de 3,7%, respectivamente.
Agora, os investidores voltam suas atenções para a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) que será divulgado esta semana e para a próxima reunião de política monetária do Fed ainda neste mês.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,83% em fevereiro, de 0,42% em janeiro. No ano, o IPCA acumula alta de 1,25% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%.
A mediana das previsões de economistas consultados pela Bloomberg indicava aceleração da inflação oficial para 0,79% na comparação mensal. Já na base anual, a expectativa era de recuo para 4,44%.
A equipe de economistas do Itaú ressaltou que a leitura geral veio mais do que o esperado, mas o aumento foi concentrado em itens que não fazem parte do núcleo. “O qualitativo dessa divulgação, no entanto, foi melhor do que o esperado, com surpresa baixista em industriais subjacentes e serviços subjacentes”, afirmou a equipe do banco em relatório assinado por Luciana Rabelo.
- Com informações da Bloomberg News.
- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.
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