Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta terça-feira (10), estendendo os ganhos em meio ao noticiário volátil sobre a guerra no Irã, que segue no centro das atenções de investidores globais.
O petróleo cedeu com as perspectivas de uma possível liberação de estoques de países do G7, enquanto o presidente Donald Trump fez ameaças ao Irã caso o país decida colocar minas no Estreito de Ormuz.
Uma informação divulgada pelo secretário de Energia dos EUA, e depois desmentida pela Casa Branca, de que forças americanas teriam escoltado navios de petróleo pelo estreito também causou volatilidade.
Mesmo com as idas e vindas, o principal índice da B3 avançou 1,40%, aos 183.447 pontos, o maior nível de fechamento desde 3 de março.
O dólar fechou estável, cotado aos R$ 5,16. E, em Nova York, as bolsas fecharam mistas, perto da estabilidade.
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Entre os ativos no Brasil, os ganhos do Ibovespa foram puxados principalmente pela Vale (VALE3), que avançou 1,64%.
Os bancos e empresas do setor financeiro também subiram e impulsionaram o índice, com o Itaú Unibanco (ITUB4) em alta de 1,48% e liderando entre as ações com maior influência positiva em volume. O Bradesco (BBDC4) avançou 2,46% e o BTG Pactual (BPAC11), 2,15%. O Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,78% e a B3 (B3SA3) avançou 4,56%.
A Petrobras e empresas do setor, por outro lado, tiveram quedas e impediram um avanço mais forte do índice. As ações preferenciais da estatal (PETR4) caíram 0,53%, enquanto a Prio (PRIO3) recuou 1,34%.
Destaque ainda para a Rumo (RAIL3), que subiu 6,96%, com a notícia da Bloomberg News de que presidente do conselho da Ultrapar, Marcos Lutz, e a Perfin negociam comprar uma participação de cerca de 30% na operadora ferroviária.
Já a Raízen (RAIZ4) caiu 5,45% depois de a Cosan, sua acionista, afirmar que deixou as negociações com a Shell para um possível aporte de capital.
Enquanto isso, o GPA (PCAR3),caiu 2,93% depois que a companhia dona da rede Pão de Açúcar acertar acordo com credores para um plano de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 4,5 bilhões.
-- Com informações da Bloomberg News.
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