Ibovespa cai com guerra no Oriente Médio e risco ao petróleo; dólar sobe a R$ 5,25

Investidores voltam a ficar temerosos com risco do conflito após alívio da sessão anterior

Por

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) voltou a operar em queda nesta quinta-feira (5) com preocupações sobre a guerra no Oriente Médio no radar dos investidores.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalha por países na região e chega ao sexto dia com temores crescentes sobre o fornecimento de petróleo.

O principal índice da B3 recuava 0,62% por volta das 11h10, aos 184.212 pontos.

Já o dólar tinha outra sessão de ganhos com investidores em busca de ativos de proteção diante das incertezas do conflito. No mesmo horário, a moeda americana avançava 0,53% contra o real, cotada a R$ 5,25.

Roberto Scholtes, chefe de estratégia do Singular Bank, disse que o principal ponto de atenção é o Estreito de Ormuz. Localizado na costa do Irã, o estreito é considerado vital para a exportação da commodity, já que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial.

O estreito foi bloqueado pelo conflito. Na terça-feira (3), Trump anunciou que iria assegurar a retomada das rotas de navegação na região.

Embora o comandante militar iraniano Amir Heydari tenha declarado à TV estatal nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz não está fechado, operadores e analistas ainda esperam que leve semanas para que o fluxo de petróleo seja retomado de forma significativa.

“Se o bloqueio durar mais de uma semana, o risco de preços elevados e sustentados da energia se tornará real”, afirmou Scholtes à Bloomberg News.

“Por outro lado, se a situação for resolvida rapidamente, o impacto econômico e financeiro provavelmente será insignificante”, disse.

Os preços do petróleo sobem 3% nesta quinta-feira. Já os futuros dos principais índices americanos voltam a cair.

A maior baixa por volta das 11h10 era do Dow Jones futuro, que recuava 0,74%, seguido por baixa de 0,50% dos futuros do Nasdaq e de 0,44% do S&P500.

-- Com informações da Bloomberg News.

Leia mais

FMI alerta para era de ‘choques imprevisíveis’ e vê guerra no Irã como novo risco

Retorno aos escritórios impulsiona a locação. Mas investidores continuam cautelosos