Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) virou para queda nesta quinta-feira (5), em meio à baixa das bolsas em Nova York.
O principal índice da bolsa de valores brasileira cedia 0,48% aos 113.063 pontos, por volta das 12h (horário de Brasília). O dólar (USDBRL), por sua vez, era negociado a R$ 5,18, com alta de 0,39% no mesmo horário.
A baixa dos mercados acontece enquanto investidores analisam dados de emprego nos Estados Unidos. Nesta manhã, foram divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que somaram 207.000, abaixo dos 210.000 esperados em pesquisa da Bloomberg com economistas.
As atenções estarão voltadas agora para os números do payroll, que serão divulgados na sexta-feira (6).
A queda do Ibovespa acontece a despeito dos ganhos das ações de bancos como Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4), além da Vale (VALE3).
Pedidos de auxílio-desemprego seguem baixos
Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos permaneceram historicamente baixos na semana passada, destacando a contínua força do mercado de trabalho. Os pedidos subiram ligeiramente para 207.000 na semana que terminou em 30 de setembro, de acordo com dados do Departamento de Trabalho divulgados na quinta-feira. A estimativa média em uma pesquisa da Bloomberg com economistas previa um aumento para 210.000.
Os pedidos contínuos, um indicador do número de pessoas que recebem benefícios de desemprego, também permaneceram pouco alteradas em 1,7 milhão na semana até 23 de setembro.
O mercado de trabalho resiliente continua a impulsionar os gastos dos consumidores diante da alta inflação e das taxas de juros. A demanda por trabalhadores permanece sólida e as demissões que foram manchetes no início deste ano em grande parte diminuíram.
Na terça-feira (3), o relatório JOLTS provocou reação negativa dos mercados após mostrar que o número de vagas de emprego em aberto subiu para 9,6 milhões em agosto, bem acima do esperado pelo mercado, que previa 8,8 milhões.
Os números contribuíram para uma aversão ao risco nos mercados globais e para o aumento no rendimento dos títulos do Tesouro americano.
Balança comercial dos EUA
Outro dado que influencia o mercado é o da balança comercial americana de agosto, divulgada nesta manhã. O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu para quase o nível mais baixo em três anos em agosto, refletindo uma redução na demanda americana por mercadorias estrangeiras e um aumento nas remessas de bens para o exterior.
O déficit nas trocas de bens e serviços encolheu 9,9% para US$ 58,3 bilhões em relação a uma revisão de US$ 64,7 bilhões no mês anterior, conforme dados do Departamento de Comércio divulgados na quinta-feira. Os números não são ajustados para a inflação. O valor das importações diminuiu 0,7%, enquanto as exportações aumentaram 1,6%.
Os números sugerem uma demanda interna mais fraca tanto para bens de consumo quanto para equipamentos de capital. Juros mais altos e representam um risco adicional para limitar as compras de mercadorias estrangeiras.
O relatório mostrou quedas nas importações de bens de capital, incluindo semicondutores, bem como diminuições em celulares e outros bens de consumo. As exportações foram impulsionadas por um aumento nas remessas de bens de capital e de consumo. Enquanto isso, as exportações de veículos automotores diminuíram.
O aumento nas exportações pode se provar passageiro, já que um dólar próximo de uma máxima de um ano torna os bens e serviços dos EUA mais caros para os clientes estrangeiros. As exportações em agosto foram impulsionadas por um aumento no valor das remessas de petróleo.
Os dados ajudarão a moldar as estimativas dos economistas para o Produto Interno Bruto do terceiro trimestre. Após contribuir para o crescimento por vários trimestres, as exportações líquidas foram amplamente neutras para o PIB no período de abril a junho.
Em termos ajustados para a inflação, o déficit comercial de mercadorias encolheu para US$ 83,9 bilhões em agosto, o menor desde março.
Fechamento do Ibovespa ontem
No pregão de ontem, 4 de outubro, o Ibovespa fechou no azul, com alta de 0,17%, aos 113.607 pontos. O volume das negociações ficou em R$ 1.081.384.700.
As ações com as maiores altas foram: YDUQS Participacoes SA (YDUQ3), com +7,61%; CVC Brasil Operadora e Agencia de Viagens SA (CVCB3), com +7,53%; Locaweb Servicos de Internet SA (LWSA3), com +7,19%.
As de maior queda foram: PRIO SA/Brazil (PRIO3), com -2,81%; 3R PETROLEUM OLEO E GAS SA (RRRP3), com -2,93%; Petroleo Brasileiro SA (PETR3), com -3,02%.
No ano, o Ibovespa acumulava alta de 3,53% até o pregão anterior.
As ações mais negociadas pela manhã foram:
- Magazine Luiza (MGLU3)
- Petrobras PN (PETR4)
- Grupo Casas Bahia (BHIA3)
- Banco Bradesco (BBDC4)
- B3 (B3SA3)
- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.
-- Atualização às 11h55 (horário de Brasília)
Leia também:
Casino, dono do Pão de Açúcar, avança em acordo com o bilionário Daniel Kretinsky
Saraiva pede autofalência e sinaliza fim dos planos de sobrevivência