Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA operam sem direção única nesta quinta-feira (19), à medida que as preocupações com as perspectivas para a inteligência artificial voltam ao radar dos investidores. O Brent avançou e se manteve acima de US$ 70 o barril.
Os contratos do S&P 500 ficaram praticamente estáveis após o índice registrar seu maior ganho em mais de uma semana.
Na Europa, as ações recuaram a partir de máxima histórica em meio à temporada de balanços, com a Airbus caindo mais de 5% após divulgar projeções decepcionantes de entregas. Os rendimentos dos Treasuries de curto prazo subiram pela terceira sessão consecutiva, enquanto o mercado reduziu apostas em cortes de juros nos EUA.
O índice de referência americano tem dificuldade para superar o nível de 7.000 pontos desde que se aproximou da marca em outubro. As ações de tecnologia, que sustentaram o rali nos últimos três anos, vêm perdendo força em meio a temores de que a IA possa desorganizar setores inteiros e de que os investimentos pesados não tragam o retorno esperado.
“Embora dois dias de alta tenham proporcionado algum alívio, os indicadores de tendência e momento sugerem que os riscos de queda não desapareceram completamente”, escreveu Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote. “As Big Tech agora negociam cerca de 10% abaixo das máximas recordes, o que pode atrair compradores na baixa, embora nova volatilidade não possa ser descartada.”
Os Treasuries ampliaram as perdas após dirigentes do Federal Reserve sinalizarem novas preocupações com a inflação, que permanece acima da meta de 2%. O ouro oscilava acima de US$ 5.000 a onça.
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (19 de fevereiro):
- Futuro da 7-Eleven. A Seven & i, controladora da 7-Eleven, usa a Austrália como laboratório para testar a expansão global do modelo japonês baseado em alimentos frescos e conveniência. A meta é chegar a 1.000 lojas até 2030 e quase dobrar o Ebitda local. O sucesso pode abrir portas na Europa e na América Latina.
- Zuckerberg sob pressão. O CEO da Meta disse no Tribunal Superior de Los Angeles que é “muito difícil” impor limites de idade no Instagram e que adolescentes respondem por apenas 1% da receita de sua empresa. O julgamento apura possíveis danos à saúde mental atribuídos às redes sociais e pode abrir precedente para novas ações.
- Venda da Warner. Investidores apostam que a Warner pode receber ofertas mais altas por seu controle. A empresa reabriu as negociações com a Paramount após proposta revisada, apesar de já ter acordo com a Netflix. O mercado vê espaço para oferta perto de US$ 30, e o processo de venda segue aberto até 23 de fevereiro.

🔘 As bolsas ontem (18/02): Dow Jones Industrials (+0,26%), S&P 500 (+0,56%), Nasdaq Composite (+0,78%), Stoxx 600 (+1,19%), Ibovespa (-0,24%).
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-- Com informações da Bloomberg News.
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