Bloomberg — Os futuros das ações nos EUA operam em alta nesta quinta-feira (7) e o petróleo Brent caiu pelo terceiro dia seguido, enquanto investidores aguardam atualizações sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã.
Os contratos do S&P 500 avançaram 0,1%, depois que o índice de referência renovou recordes por duas sessões consecutivas.
O Brent era negociado perto de US$ 100 por barril, ampliando a queda de 12% acumulada nas duas sessões anteriores, diante da crescente confiança de que um acordo no Oriente Médio está próximo.
O dólar caminhava para sua pior semana em um mês. Os títulos globais mantiveram a trajetória de alta, à medida que as pressões inflacionárias diminuíam.
As bolsas globais recuperaram as perdas provocadas pela guerra, impulsionadas pelo otimismo em torno de uma solução para o conflito, que deu novo fôlego ao rali alimentado pela retomada das expectativas em relação à inteligência artificial. A retomada do fluxo de petróleo por Ormuz também reduziria os riscos ligados ao impacto econômico da guerra.
“Embora ainda não exista um acordo de paz definitivo, os mercados claramente precificam um avanço relevante em direção a uma solução”, disse Francisco Simón, chefe de estratégia de investimentos da Santander Asset Management. “O ponto principal é que isso reduz a probabilidade dos cenários mais negativos, especialmente aqueles que envolvem um choque mais prolongado sobre o crescimento global.”
Os investidores agora aguardam novos desdobramentos após Washington apresentar uma proposta de uma página que prevê a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos, segundo uma pessoa familiarizada com a medida. As negociações sobre o programa nuclear do Irã ocorreriam posteriormente.
O Irã deve enviar uma resposta por meio do Paquistão nos próximos dias.
🔘 As bolsas ontem (06/05): Dow Jones Industrials (+1,24%), S&P 500 (+1,46%), Nasdaq Composite (+2,03%), Stoxx 600 (+0,70%), Ibovespa (+0,50%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (7 de maio):
- Tensão no Líbano. O exército israelense afirmou ter matado Ahmed Ali Balout, comandante da força de elite Radwan do Hezbollah, em um ataque aéreo no sul de Beirute — o primeiro perto da capital libanesa desde o cessar-fogo mediado pelos EUA no mês passado.
- Frete mais caro. O CEO da Maersk, Vincent Clerc, alertou que a guerra entre Irã e EUA elevou em cerca de US$ 500 milhões por mês seus custos operacionais, pressionados pela alta do petróleo e dos seguros marítimos. Em entrevista à Bloomberg Television, ele disse que tentará repassar o aumento aos clientes.
- Shell supera expectativas. A petroleira reportou lucro líquido ajustado de US$ 6,92 bilhões no primeiro trimestre, acima da estimativa dos analistas, impulsionada pela alta dos preços de petróleo e gás durante a guerra entre Irã e EUA. A petroleira também elevou dividendos em 5%.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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