Dólar sobe e Ibovespa opera perto da estabilidade após ataque dos EUA à Venezuela

País sul-americano foi bombardeado e teve seu presidente capturado pelos Estados Unidos no fim de semana, aumentando incerteza na região

Ações de petrolíferas americanas operam em alta com a expectativa de abertura das reservas do país aos interesses dos EUA. (Foto: Dimas Ardian/Bloomberg)
05 de Janeiro, 2026 | 11:22 AM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) opera perto da estabilidade nesta segunda-feira (5), enquanto investidores avaliam a tensão geopolítica na América Latina após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana.

Embora os ataques não tenham causado um clima global de aversão a risco, o cenário na bolsa brasileira é de cautela.

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O principal índice da B3 iniciou o dia em queda, e virou para alta de 0,1% por volta das 11h, aos 160.736 pontos. O dólar, por sua vez, avançava 0,28% contra o real no mesmo horário, cotado a R$ 5,44.

Na madrugada do último sábado (3), a Venezuela foi bombardeada e teve seu presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, presos e capturados pelos EUA após tensões crescentes entre Washington e Caracas.

O governo de Donald Trump vinha intensificando a pressão sobre a Venezuela desde setembro do ano passado sob o argumento de combate ao tráfico de drogas.

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Um pano de fundo mais amplo envolve o fortalecimento dos EUA em sua zona mais próxima de influência, bem como o acesso às reservas de petróleo da Venezuela, que são as maiores do mundo.

As ações de petrolíferas americanas operam em alta com a expectativa de abertura das reservas do país aos interesses dos EUA.

A Chevron, a única grande petrolífera americana atualmente operando na Venezuela, viu suas ações subindo 6,87% no pré-mercado por volta das 11h. A ConocoPhillips e a Exxon Mobil também avançam 5,33% e 3,14% no mesmo horário.

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Os papéis impulsionam os índices futuros americanos, que operam em alta. S&P500 tem ganhos de 0,30% enquanto o Nasdaq sobe 0,72%.

No Brasil, as ações da Petrobras (PETR4) não acompanham o otimismo das petroleiras internacionais e operam em queda, em linha com o cenário local de cautela. Os papéis recuavam 0,85% por volta das 11h.

-- Com informações da Bloomberg News.

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