Dólar cai a R$ 5,37 e Ibovespa sobe com dados de emprego dos EUA abaixo do esperado

Geração de empregos menor do que o esperado em dezembro impulsionou a expectativa de cortes de juros, enfraquecendo o dólar e fortalecendo a renda variável; no exterior, a mineradora anglo-suíça Glencore disparou 9,60% com potencial megafusão com a Rio Tinto

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09 de Janeiro, 2026 | 07:00 PM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu nesta sexta-feira (9), com a reação positiva de investidores a novos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O principal índice da B3 fechou em alta de 0,27%, aos 163.370 pontos. No acumulado da semana, o Ibovespa subiu 1,76%.

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Já o dólar recuou 0,44%, cotado a R$ 5,37. A baixa foi 1,08% na semana.

Fechamento 09/01/2026

Nesta sexta-feira, os investidores reagiram positivamente à divulgação do payroll de dezembro. O indicador do mercado de trabalho americano é uma das principais métricas observadas para decisões de política monetária.

O número de empregos não agrícolas aumentou em 50.000, abaixo da expectativa de analistas, que projetavam a criação de 70.000 novos postos de trabalho.

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O resultado impulsionou a expectativa de cortes de juros, enfraquecendo o dólar e fortalecendo a renda variável.

No exterior, os principais índices americanos encerraram o pregão em alta. O Dow Jones subiu 0,48%, o S&P500 teve alta de 0,65% e o Nasdaq teve ganhos de 0,82%.

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Glencore dispara com expectativa de ‘megafusão’

A mineradora anglo-suíça Glencore (GLEN.L) disparou 9,60% na bolsa de Londres após a retomada das conversas com a australiana Rio Tinto, que pode adquirir o negócio da concorrente.

A operação pode criar a maior mineradora do mundo, com valor de mercado acima de US$ 200 bilhões.

O anúncio faz parte de uma movimentação mais ampla do setor de mineração, com os maiores produtores do mundo buscando expansão as operações em cobre.

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A Glencore possui ativos de cobre grandes e atraentes, mas é também uma das maiores produtoras de carvão do mundo – fonte combustível criticada por seu alto impacto ambiental.

A companhia reforçou a aposta no carvão enquanto concorrentes como a Rio Tinto se desfizeram dessas operações por pressão dos investidores. A australiana vendeu suas últimas minas de carvão em 2018.

Ainda assim, o Grupo Rio Tinto está aberto a manter o enorme negócio de carvão da Glencore se as negociações de fusão entre as duas empresas forem bem-sucedidas, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg News.

-- Com informações da Bloomberg News.

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