Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quinta-feira

Investidores ficam de olho nos dados do IPCA de janeiro e reagem às falas de dirigentes do Fed nesta quinta-feira (8)

Prédio do Federal Reserve
08 de Fevereiro, 2024 | 08:36 AM

Bloomberg Línea — Os investidores ficam de olho nesta quinta-feira (8) na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e reagem às afirmações dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) sobre os juros dos Estados Unidos.

O IPCA teve alta de 0,42% em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, a alta havia sido de 0,56%. Economistas consultados pela Bloomberg esperavam uma desaceleração para 0,34%.

Segundo o IBGE, a alta no primeiro mês do ano foi influenciada especialmente pelo aumento de 1,38% do grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no indicador, de 21,12%. Essa é a maior alta de alimentação e bebidas para um mês de janeiro desde 2016.

Já nos Estados Unidos, quatro autoridades do Fed sugeriram ontem que não veem um caso urgente para diminuir as taxas de juros, somando-se a uma lista de formuladores de políticas nos últimos dias que deixaram claro que um corte não é provável até maio, no mínimo.

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Na China, dados mostraram que os preços ao consumidor caíram no mês passado no ritmo mais rápido desde a crise financeira global, aumentando a pressão sobre o governo para intensificar o apoio a uma recuperação econômica cambaleante que está tumultuando os mercados.

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O índice de preços ao consumidor caiu 0,8% em janeiro em relação ao ano anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas da China, o mais fraco desde setembro de 2009. A queda foi pior do que as expectativas dos economistas de uma queda de 0,5%.

Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (8):

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1. IPCA

O IPCA de janeiro deve seguir pressionado pelos preços de alimentos, ainda sob efeito do El Niño, sobretudo nos itens in natura — ainda que os economistas vejam uma dissipação do choque causado pelo fenômeno climático.

O mercado também concentra atenções sobre a fatia do indicador mais sensível à mão de obra, depois da ênfase do Banco Central ao mercado de trabalho na ata do Copom, diz a XP, que espera aceleração no chamado “serviços subjacentes”.

O dado, que será divulgado nesta quinta-feira, às 9h00, tem expectativa de desaceleração para 0,34%, segundo mediana das projeções de analistas ouvidos pela Bloomberg.

2. Cenário para os juros nos EUA

Quatro autoridades do Fed sugeriram na quarta-feira que não veem um caso urgente para reduzir as taxas de juros, somando-se a uma lista de formuladores de políticas nos últimos dias que deixaram claro que um corte não é provável até maio, no mínimo.

Adriana Kugler, presidente do Fed de Boston, Susan Collins, o chefe do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, e Thomas Barkin, de Richmond, não se comprometeram quanto ao momento em que o banco central dos EUA pode começar a reduzir a taxa de juros nos EUA, que está em seu nível mais alto em duas décadas, apesar de uma melhora acentuada na inflação no ano passado.

As observações ecoam em grande parte a mensagem entregue na semana passada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, que enfatizou que o banco central dos EUA não está pronto para iniciar cortes nas taxas até que os formuladores de políticas estejam certos de que a inflação está caminhando em direção à meta de 2%, tornando um corte na reunião de 19 a 20 de março improvável.

Os investidores reduziram as apostas em uma redução da taxa em março e estão concentrando suas atenções na próxima decisão do Fed em 1º de maio.

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3. Mercados

Ações e títulos operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (8), enquanto os investidores lidam com uma enxurrada de relatórios de empresas e se preparam para a venda de dívida do governo dos EUA de 30 anos.

O índice Stoxx 600 da Europa subia 0,3% no dia mais movimentado da temporada de resultados. A Unilever avançou com um crescimento de vendas melhor do que o esperado, enquanto a Maersk despencou mais de 13% após prever que a indústria de transporte marítimo será atingida por uma desaceleração mais tarde neste ano.

Os futuros do S&P 500 operavam estáveis depois que o índice atingiu uma alta recorde na quarta, aproximando-se do nível de 5.000 pontos.

Na Ásia, as ações apresentaram desempenho misto, com as ações da China continental flutuando no último dia de negociação antes do feriado do Ano Novo Lunar. O índice CSI 300 da China oscilou entre ganhos e perdas depois que o país substituiu o chefe de seu regulador de valores mobiliários na quarta-feira, uma medida que pode antecipar passos mais decisivos para apoiar o mercado de ações.

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4. Manchetes dos principais jornais

Estado de S. Paulo: Relator no Supremo vota para permitir demissão sem justa causa de funcionário de estatal

Folha de S. Paulo: Toffoli age para manter leniência em turma anti-Lava Jato após herdar casos

O Globo: PF mira aliados de Bolsonaro em operação que tem Braga Netto, Heleno e Torres como alvos

Valor Econômico: Nova regra do CMN leva a corrida por debêntures isentas

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5. Agenda

Brasil:

  • 9h: IPCA
  • 10h: Produção e vendas de Veículos
  • 14h30: Fluxo Cambial Estrangeiro

Estados Unidos:

  • 10h30: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
  • 14h: Relatório WASDE
  • 15h: Leilão Americano Bond a 30 anos
  • 15h: Atlanta Fed GDPNow
  • 18h30: Fed’s Balance Sheet

Zona do Euro:

  • 11h15: Discurso de Frank Elderson, do BCE
  • 12h30: Pronunciamento de Philip Lane, do BCE

-- Com informações da Bloomberg News.

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Tamires Vitorio

Jornalista formada pela FAPCOM, com experiência em mercados, economia, negócios e tecnologia. Foi repórter da EXAME e CNN e editora no Money Times.