Banco Central flexibiliza compulsório após prejuízo de R$ 50 bi do Master no FGC

Bancos poderão deduzir as contribuições que anteciparem ao FGC do compulsório, tanto para depósitos à vista quanto a prazo, o que poderá injetar até R$ 30 bilhões no sistema financeiro neste ano

Medida visa reduzir o impacto da reposição do fundo sobre a liquidez do sistema financeiro (Foto: Gustavo Minas/Bloomberg)
Por Matheus Piovesana
04 de Março, 2026 | 07:00 AM

Bloomberg — O Banco Central concedeu um alívio aos bancos no momento em que as instituições recompõem o Fundo Garantidor de Créditos do país, que deverá absorver um prejuízo de cerca de R$ 50 bilhões devido à liquidação do Banco Master.

Os bancos poderão deduzir as contribuições que anteciparem ao FGC do compulsório, tanto para depósitos à vista quanto a prazo, informou o BC em comunicado nesta terça-feira (3). A medida visa reduzir o impacto da reposição do fundo sobre a liquidez do sistema financeiro, acrescentou.

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A decisão vem após as liquidações do Banco Master e de outras instituições menores relacionadas ao banco, que, em conjunto, geraram um ônus de mais de R$ 50 bilhões para o FGC.

O Itaú Unibanco, maior banco brasileiro, afirmou em fevereiro que o impacto poderia chegar a R$ 55 bilhões.

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O FGC é financiado por contribuições de instituições financeiras, proporcionais ao porte de cada uma.

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O BC afirmou que a flexibilização do compulsório poderá injetar até R$ 30 bilhões no sistema financeiro neste ano.

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