Ações na Ásia indicam ganhos na abertura apesar de novos alertas do Fed

Investidores aguardam medidas de suporte do governo de Pequim para os mercados locais; nos EUA, vendas de mais de US$ 50 bi em títulos atraíram demanda

Loretta Mester, president of the Federal Reserve Bank of Cleveland
Por Rob Verdonck
06 de Fevereiro, 2024 | 09:40 PM

Bloomberg — As ações em Hong Kong estavam prontas para uma segunda alta nas apostas de que a China será mais incisiva para sustentar os mercados.

No mercado de títulos soberanos, após um leilão que levou os rendimentos de dois anos aos seus níveis mais altos desde antes da “mudança de rumo” do Fed em dezembro, uma venda de US$ 54 bilhões de notas do Tesouro dos EUA de três anos atraiu uma demanda sólida, fortaleceu a confiança e fez com que os traders ignorassem uma série de comentários cautelosos de membros do Federal Reserve.

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O dólar se enfraqueceu depois de atingir seu nível mais alto desde novembro na segunda-feira (5).

Nos mercados de ações, o índice de referência da Austrália abriu em alta e os contratos indicaram uma queda em Tóquio. Os futuros para as ações de Hong Kong subiram, enquanto o Índice Nasdaq Golden Dragon China - um indicador de ações chinesas listadas nos EUA - teve o maior avanço desde julho.

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O otimismo cresce na expectativa de esforços mais incisivos do governo chinês para encerrar a queda das ações do país, já que os reguladores planejam informar o presidente Xi Jinping sobre o mercado.

“A notícia de que o número um da nação está em reuniões [sobre o tema] é um desenvolvimento encorajador, pois mostra que a queda está perto de ultrapassar o nível de conforto das autoridades”, disse Li Weiqing, gestor de fundos na JH Investment Management. “Me dá a impressão de que eles estão fazendo tudo o que podem, além de convocar o mercado - agora é hora de comprar.”

Como esperado nos EUA, autoridades do banco central ecoaram os sinais de Jerome Powell de que o banco central não terá pressa para aliviar a política monetária.

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A presidente do Federal Reserve Bank de Cleveland, Loretta Mester, disse que os formuladores de política monetária provavelmente só ganharão confiança para cortar as taxas de juros “mais tarde neste ano” se a economia evoluir conforme o esperado. Seu colega de Minneapolis, Neel Kashkari, comemorou a melhoria substancial na batalha contra a inflação, mas indicou que é necessário mais progresso.

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