Ações na Ásia indicam abertura com cautela após inflação nos EUA sem surpresa

As ações australianas e os futuros das ações japonesas subiram ligeiramente nesta manhã de sexta no Oriente, enquanto os contratos para Hong Kong estavam ligeiramente mais baixos

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Bloomberg — As ações asiáticas se encaminharam para um início cauteloso nesta sexta-feira (1° de março) depois que as bolsas dos EUA encerraram fevereiro com novas altas, dado que o indicador de inflação mais observado pelo Federal Reserve atendeu às previsões de consenso do mercado.

As ações australianas e os futuros das ações japonesas subiram ligeiramente, enquanto os contratos para Hong Kong estavam ligeiramente mais baixos. O índice Golden Dragon das empresas chinesas listadas nos EUA caiu nas negociações de Nova York na quinta-feira (29).

O S&P 500 avançou 0,52% e o Nasdaq 100 subiu 0,95% na quinta-feira, com ambos os índices fechando em níveis recordes, ajudados pela Nvidia, que também estabeleceu seu maior preço de fechamento. Os dois benchmarks encerraram fevereiro com seu quarto avanço mensal consecutivo.

Os títulos do Tesouro estavam ligeiramente mais valorizados nas negociações dos EUA pela segunda sessão seguida, ajudados pelos dados de pedidos de auxílio-desemprego que indicavam enfraquecimento do mercado de trabalho.

Os traders também apontaram para a possibilidade de que a cobertura de posições vendidas estivesse por trás dos ganhos. Um índice do dólar ficou pouco alterado.

O iene se fortaleceu para encerrar a quinta-feira pouco abaixo do nível de 150 por dólar. O Banco do Japão provavelmente esperará até abril antes de encerrar a era da última taxa de juros negativa do mundo, em vez de mover-se ainda neste mês, de acordo com Kazuo Momma, ex-diretor executivo responsável pela política monetária no banco central.

Na Ásia, os dados esperados para sexta-feira incluem a taxa de desemprego do Japão para janeiro, os PMIs para Taiwan e China, dados de inflação para Indonésia e Paquistão e vendas no varejo de Hong Kong. Os mercados estão fechados na Coreia do Sul.

“É provável que as pesquisas PMI da China para fevereiro mostrem uma desaceleração da atividade devido a interrupções decorrentes do feriado do Ano Novo Lunar de oito dias”, segundo Eric Zhu, da Bloomberg Economics. Isso significa que os investidores terão que esperar mais dados para ter uma imagem mais clara da economia, disse ele.

A queda nas vendas de imóveis na China continuou em fevereiro, mesmo com os reguladores intensificando os esforços para salvar o mercado imobiliário enfraquecido. O valor das vendas de novas casas das cem maiores empresas imobiliárias caiu 60% em relação ao ano anterior.

As ações dos EUA foram impulsionadas na quinta pelos dados do índice de despesas de consumo pessoal dos EUA (o PCE) referente a janeiro. Embora tenha mostrado uma inflação subjacente no ritmo mais intenso em um ano, a leitura atendeu às expectativas de consenso dos economistas e não conseguiu abalar a tendência desinflacionária mais ampla que sustenta as previsões de corte de taxas.

“Para os mercados focados em quando o Fed fará a transição para reduzir as taxas, esse relatório ajudará a restaurar a confiança de que não é ‘se’ o Fed começará a cortar as taxas em 2024, mas ‘quando’”, disse Quincy Krosby, da LPL Financial.

A presidente do Federal Reserve Bank de São Francisco, Mary Daly, disse que as autoridades do banco central estão prontos para baixar as taxas de juros conforme necessário, mas enfatizou que não há necessidade urgente de fazê-lo dada a força da economia. Seu par no Fed em Atlanta, Raphael Bostic, disse que o banco central poderia começar a cortar neste verão (no hemisfério Norte).

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