Bloomberg — As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (9), após uma breve onda de aversão ao risco geopolítico, enquanto o petróleo recua depois de os EUA concluírem um segundo dia de ataques ao Irã.
Os futuros do S&P 500 avançaram 0,2%. O petróleo Brent recuou 0,5%, para US$ 77,60 o barril, após registrar na véspera sua maior alta desde maio.
Fabricantes de chips na Ásia, Europa e Estados Unidos subiram, após a SK Hynix atrair forte demanda em sua oferta de recibos de depósito americanos. O Stoxx 600 se recuperou de sua maior queda diária desde março.
O humor mais calmo dos mercados ocorre apesar da escalada do conflito no Oriente Médio, que ameaça os esforços para alcançar um acordo de paz permanente entre EUA e Irã.
As Forças Armadas dos EUA atingiram cerca de 90 alvos iranianos na quarta-feira para reduzir a capacidade de Teerã de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Operadores afirmam que, embora as tensões revelem a fragilidade da trégua entre as partes, nenhum dos governos desejaria uma retomada em larga escala da guerra e que as partes provavelmente voltarão às negociações.
“Este é o novo status quo; é um equilíbrio instável, mas ainda assim um equilíbrio”, disse Geoff Yu, estrategista sênior de macroeconomia.
🔘 As bolsas ontem (08/07): Dow Jones Industrials (-1,09%), S&P 500 (-0,28%), Nasdaq Composite (+0,20%), Stoxx 600 (-1,61%), Ibovespa (-0,79%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (9 de julho):
- Impacto do conflito no Oriente Médio. O tráfego pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisado após os EUA atacarem o Irã pelo segundo dia consecutivo. Apenas cerca de 14 navios cruzaram a rota em ambos os sentidos na quarta-feira, o menor volume desde o acordo provisório em junho, segundo dados da Kpler.
- Hugo Boss contesta preço da Frasers. A companhia de moda alemã recomendou que seus acionistas rejeitem a oferta de € 38 por ação da Frasers, por considerar que o valor não reflete o potencial da empresa. A proposta permitiria à varejista britânica elevar sua participação, de aproximadamente 26%, para mais de 30%.
- Segue alocações em IA. Os investimentos das gigantes de tecnologia em inteligência artificial devem seguir estáveis por mais dois a três anos, disse à Bloomberg Television Helen Jewell, diretora internacional de investimentos em ações fundamentais da BlackRock.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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