Ações globais oscilam sem direção única após alerta da China sobre Treasuries

Sinalização da China sobre riscos nos títulos americanos pressiona dólar e Treasuries, enquanto mercados reagem a eleições no Japão e ao cenário político no Reino Unido

NO RADAR DOS MERCADOS
09 de Fevereiro, 2026 | 06:50 AM

Bloomberg — Ações globais oscilam sem direção única nesta segunda-feira (9), após mais de uma semana de fortes oscilações. Os Treasuries recuaram e o dólar caiu após reguladores chineses pedirem aos bancos que reduzam as posições em títulos do governo dos EUA.

Segundo pessoas familiarizadas com o tema, autoridades chinesas alertaram para riscos nos títulos americanos ligados à volatilidade e à concentração.

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As ações e os yields japoneses saltaram após a vitória expressiva da primeira-ministra Sanae Takaichi nas eleições dar a ela um mandato forte para avançar com políticas pró-estímulo. Já os gilts britânicos de longo prazo caíram, à medida que a incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro Keir Starmer reacendeu preocupações com a disciplina fiscal sob um eventual sucessor.

Os futuros do S&P 500 ficaram praticamente estáveis após o melhor desempenho diário do índice desde maio, enquanto o Bitcoin rondou os US$ 70.000. O ouro foi negociado próximo de US$ 5.000 a onça.

A sinalização da China sobre Treasuries ecoa comunicações feitas por governos e gestores de recursos em outros países, em meio ao debate persistente sobre o status dos títulos dos EUA como porto seguro diante das mudanças de política do governo Trump. Ainda assim, o movimento foi enquadrado como uma tentativa de diversificação de riscos, e não como uma manobra geopolítica.

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“Não há alternativa crível no momento como ativo de reserva global”, disse Geoff Yu, estrategista sênior de macroeconomia do BNY.

“Nossos dados de posições indicam que 72% das alocações globais em títulos soberanos estão em Treasuries dos EUA, contra 11% na zona do euro. Não há comparação.”

Com os mercados atentos às perspectivas para os juros nos EUA, o foco se volta para uma semana carregada de indicadores, com destaque para o relatório de empregos de janeiro, na quarta-feira, e os dados de inflação dois dias depois.

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O Tesouro americano também deve ofertar um total combinado de US$ 125 bilhões em títulos de três, cinco e dez anos.

Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (09 de fevereiro):

- BTG Pactual tem desempenho recorde. O banco reportou lucro líquido de R$ 16,7 bilhões no acumulado de 2025, crescimento de 35% em relação ao período anterior. O ROAE ajustado alcançou 26,9%. O impulso dos negócios veio do desempenho em Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading e Wealth/Asset Management.

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- DSM-Firmenich vende divisão. O grupo holandês concordou em vender seu negócio de nutrição e saúde animal para a CVC Capital Partners por um enterprise value de cerca de € 2,2 bilhões. A dona da marca Tortuga no Brasil informou que manterá 20% de participação nos negócios mesmo após a transação.

- Expansão de data centers na Austrália. A startup Firmus obteve um empréstimo de US$ 10 bilhões de um grupo que inclui fundos liderados pela Blackstone, em uma das maiores operações privadas de crédito da Austrália, para acelerar a expansão de seus data centers. Companhia busca aumentar capacidade instalada até 2028.

Ações globais 09/02/26
🔘 As bolsas na sexta-feira (06/02): Dow Jones Industrials (+2,47%), S&P 500 (+1,97%), Nasdaq Composite (+2,18%), Stoxx 600 (+0,89%), Ibovespa (+0,45%)

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-- Com informações da Bloomberg News.

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