Ações globais caem antes da divulgação do payroll e após pressão de Trump por Defesa

Investidores aguardam os dados do payroll dos EUA referente ao mês de dezembro enquanto digerem pedido de Trump por maior orçamento de Defesa

NO RADAR DOS MERCADOS
08 de Janeiro, 2026 | 06:55 AM

Bloomberg — As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (8), enquanto investidores adotam cautela após Trump pedir maior orçamento de Defesa, e enquanto aguardam os dados de emprego americanos (o payroll) de dezembro, que será divulgado na sexta-feira.

Os futuros do S&P 500 recuaram 0,1%, à medida que o mercado digeria a intervenção do presidente Donald Trump nos setores de defesa e construção residencial. Os contratos do Nasdaq 100 tiveram desempenho inferior, mesmo após reduzirem perdas de até 0,7% depois de um avanço que permitirá à Nvidia vender seus chips H200 na China.

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Os investidores também aguardam os dados do payroll na sexta-feira, após indicadores desta semana mostrarem um quadro misto da economia americana, com o emprego sob pressão apesar da atividade empresarial ainda robusta. As tensões geopolíticas também estão no radar, com os mercados acompanhando os esforços para colocar a Groenlândia sob controle de Washington e os desdobramentos em torno da Venezuela.

“Os mercados estão fazendo uma pausa após um início forte de 2026, e ninguém quer assumir novos riscos antes do relatório de empregos dos EUA na sexta-feira”, disse Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo Markets. “O debate no Fed ainda não está resolvido, e as manchetes de segurança regional mantêm o posicionamento cauteloso.”

Ações globais recuam após rali de dezembro

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O rali dos títulos globais perdeu força na quinta-feira. Os papéis europeus recuaram, enquanto os Treasuries dos EUA ficaram praticamente estáveis, com o rendimento do título de dez anos em 4,15%. Metais preciosos caíram, com a prata caminhando para US$ 75 por onça e o ouro recuando para perto de US$ 4.400 por onça. O petróleo Brent permaneceu estável, próximo de US$ 60 o barril.

Enquanto isso, empresas e governos dos EUA, Europa e Ásia tomaram emprestados cerca de US$ 260 bilhões em diversas moedas até agora neste ano — o maior volume já registrado para um período equivalente, segundo dados compilados pela Bloomberg. Uma nova onda de emissões de títulos por tomadores asiáticos começou na quinta-feira e deve elevar ainda mais esse total.

Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (8 de janeiro):

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- Liquidação do Banco Master. O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, disse que apenas o Supremo Tribunal Federal pode reverter a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master. Segundo ele, o TCU deve apenas subsidiar o STF com sua investigação sobre a legalidade da operação.

- Gastos militares na mira de Trump. O presidente americano cobrou um aumento de US$ 500 bilhões nos gastos anuais com defesa, para US$ 1,5 trilhão em 2027, enquanto exigiu que empreiteiras de defesa suspendam recompras, dividendos e limitem salários de executivos até investirem mais em fábricas e P&D.

- Ouro e prata caem com ajuste de índices. Os metais preciosos operam em queda pelo segundo dia consecutivo, diante do rebalanceamento anual de índices de commodities que pode provocar vendas bilionárias de contratos futuros. A prata é a mais exposta, com até US$ 6,8 bilhões em contratos que podem ser vendidos, segundo o Citi.

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Ações globais 08/01/26
🔘 As bolsas ontem (07/01): Dow Jones Industrials (-0,94%), S&P 500 (-0,34%), Nasdaq Composite (+0,16%), Stoxx 600 (-0,05%), Ibovespa (-1,03%)

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-- Com informações da Bloomberg News.

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