Ações globais ampliam rali à medida que investidores buscam mercados fora dos EUA

Movimento reflete busca por valuations mais atrativas e crescimento fora dos EUA, com Ásia e emergentes liderando ganhos

NO RADAR DOS MERCADOS
06 de Janeiro, 2026 | 06:56 AM

Bloomberg — As ações globais estenderam o rali de início de ano nesta terça-feira (6), enquanto investidores direcionam o interesse para mercados regionais fora dos EUA, atraídos por valuations mais baratos e perspectivas de crescimento mais sólidas.

As ações asiáticas lideraram os ganhos, com um índice de empresas chinesas de tecnologia listadas em Hong Kong atingindo o nível mais alto desde novembro. Um índice de mercados emergentes e o MSCI All Country World Index também alcançaram recordes.

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Na Europa, o Stoxx 600 subiu 0,2%, impulsionado por ações de mineração com a alta do cobre e da prata. Os futuros do S&P 500 recuaram 0,2%.

“Se o sinal positivo nesses mercados reflete uma diversificação para longe da exposição aos EUA, isso é um sinal saudável”, disse Raymond Sagayam, sócio-gerente do Banque Pictet & Cie, em entrevista à Bloomberg Television, no programa Insight with Haslinda Amin.

“Isso reflete a continuidade de um tema que ainda está no início e que começou no ano passado: o excepcionalismo americano atingiu o pico e começou a se desfazer.”

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Os investidores continuaram a aumentar posições em ações, em grande parte indiferentes às tensões na Venezuela, estendendo um mercado de alta de três anos impulsionado pela demanda por papéis ligados à tecnologia e à inteligência artificial.

Embora as regiões fora dos EUA tenham registrado os maiores avanços na terça-feira, o otimismo em relação ao S&P 500 permanece forte.

A mais recente pesquisa Markets Pulse prevê novos ganhos após três anos consecutivos de altas de dois dígitos — um feito alcançado pela última vez no fim do século passado.

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O principal índice americano pode subir até 20% neste ano, segundo 60% dos 590 participantes da pesquisa realizada nas últimas três semanas de dezembro. Menos de um terço esperava perdas, enquanto apenas 10% viam ganhos acima de 20%.

O que dizem os estrategistas da Bloomberg…

Os investidores mostram-se claramente dispostos a investir em ações, inclusive as ligadas à IA, mas parecem relutantes em aumentar a exposição a papéis americanos. Isso pode ocorrer porque as ações dos EUA apresentam avaliações elevadas tanto em relação às suas médias históricas quanto frente aos principais mercados asiáticos.

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— Garfield Reynolds, líder da equipe MLIV.

Veja a seguir outros destaques desta manhã de terça-feira (6 de janeiro):

- Plano de Trump para o petróleo venezuelano. O presidente dos EUA disse que o país pode subsidiar empresas petrolíferas para reconstruir o setor na Venezuela em até 18 meses. Especialistas e empresas do setor, porém, avaliam que a recuperação pode levar cerca de uma década e custar mais de US$ 100 bilhões.

- IPO do PicPay na Nasdaq. A fintech da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista entrou com pedido para uma aguardada oferta pública inicial em Nova York, que pode significar a reabertura de uma janela para empresas brasileiras. A Bicycle Capital, de Marcelo Claure, se comprometeu a ancorar a oferta e investir US$ 75 milhões.

- AB InBev recompra fábrica de contêineres. A fabricante das cervejas Stella Artois e Budweiser informou que vai recomprar por cerca de US$ 3 bilhões a participação de 49,9% em suas fábricas de contêineres de metal nos EUA, vendida à Apollo Global Management em 2020.

Ações globais 06/01/26
🔘 As bolsas ontem (05/01): Dow Jones Industrials (+1,23%), S&P 500 (+0,64%), Nasdaq Composite (+0,69%), Stoxx 600 (+0,94), Ibovespa (+0,83%)

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-- Com informações da Bloomberg News.

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