Bloomberg — O número de mortos no terremoto na Venezuela subiu para 3.535 nesta segunda-feira, de acordo com os últimos dados oficiais, enquanto as autoridades continuavam a resgatar corpos quase duas semanas após o desastre.
Quase 17.000 pessoas ficaram feridas, 6.500 foram resgatadas e 18.000 ficaram desabrigadas, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no Telegram.
Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram com um minuto de intervalo entre si no dia 24 de junho, derrubando prédios e causando graves danos ao principal aeroporto internacional do país.
Mais tarde na segunda-feira, enquanto avaliava o impacto e os danos causados pelos dois terremotos no chamado aeroporto de Maiquetía, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou ter ordenado um plano para retomar as operações de voos comerciais utilizando uma pista paralela, “o mais rápido possível e de acordo com um cronograma de retomada operacional”.
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As autoridades afirmam que mais de 850 edifícios foram danificados, incluindo 190 que desabaram. Um levantamento apoiado pela oposição estima que mais de 30.000 pessoas continuam desaparecidas.
Até domingo, equipes de busca e resgate ainda retiravam sobreviventes dos escombros. No estado costeiro de La Guaira, fortemente atingido, valas estão sendo cavadas para receber os restos mortais de vítimas não identificadas, enquanto moradores vasculhavam os escombros em busca de objetos de valor antes que máquinas pesadas fossem acionadas para procurar mais corpos.
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Os moradores continuam reclamando que as equipes de resgate ainda não chegaram a algumas casas desabadas, enquanto a escassez de combustível tem dificultado a operação de máquinas pesadas em algumas áreas de La Guaira.
Rodríguez continua defendendo a resposta de seu governo, apesar das crescentes críticas de que as operações de resgate e a distribuição de ajuda demoraram a ocorrer, o que levou a uma queda em seus índices de aprovação.
Em discurso proferido durante as comemorações do Dia da Independência do país no domingo, Rodríguez renovou seu apelo para que os EUA suspendam as sanções, argumentando que a Venezuela precisa de maior acesso ao financiamento internacional para acelerar a reconstrução.
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