Bloomberg — Os terremotos ocorridos na Venezuela nesta semana afetaram quase dois milhões de edifícios e causaram US$ 6,7 bilhões em danos diretos, de acordo com estimativas de um órgão das Nações Unidas.
Até a manhã de sexta-feira, o número oficial de mortos havia subido para quase 600, com cerca de 3.000 feridos. As autoridades também registraram mais de 200 réplicas de tremores.
O impacto econômico equivale a cerca de 6% do produto interno bruto combinado dos cinco estados mais atingidos, incluindo Caracas e o epicentro em Yaracuy, de acordo com uma avaliação preliminar publicada na sexta-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
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O prejuízo total causado pela tragédia, que inclui perdas econômicas indiretas, pode ser até três vezes maior, segundo o relatório.
O PNUD estima que 8,6 milhões de pessoas foram expostas a uma intensidade sísmica capaz de causar pelo menos danos moderados à infraestrutura, com as maiores concentrações no norte da Venezuela.
Dos 1,7 milhão de edifícios afetados, 1,2 milhão estavam em áreas de forte tremor e cerca de 5.000 em zonas atingidas por intensidade “violenta”.
A avaliação destaca o potencial impacto econômico do desastre em um país que já se encontrava em uma situação frágil.
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A captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas levou ao abrandamento de algumas sanções à economia venezuelana. Mas o país ainda enfrentava dificuldades financeiras após meses de restrições americanas às exportações de petróleo no ano passado, das quais só recentemente havia começado a se recuperar.
Desde que assumiu o cargo em janeiro, o governo interino de Delcy Rodríguez vem concentrando esforços em aumentar a produção de petróleo e atrair capital estrangeiro, recebendo investidores estrangeiros e reformulando a legislação para dar às empresas privadas mais controle sobre seus projetos no país.
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Embora o terremoto tenha poupado em grande parte a indústria petrolífera, os danos provavelmente pesarão sobre a recuperação econômica.
Os títulos em dólares da Venezuela em default, que se valorizaram após a captura de Maduro, caíram nas duas últimas sessões, sinalizando as preocupações dos investidores quanto à capacidade do governo de se recuperar.
Os títulos do país com vencimento em 2027, entre os mais líquidos, caíram mais um cent na sexta-feira, para 48 centavos por dólar, o nível mais baixo desde abril.
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