Bloomberg — As folhas de pagamento não agrícolas geraram 50.000 vagas líquidas (contratações menos demissões) no mês passado, após revisões para baixo dos resultados dos dois meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Bureau of Labor Statistics (BLS).
O resultado veio abaixo da estimativa consensual de analistas consultados pela Bloomberg News, que projetavam a criação de 70.000 empregos.
A taxa de desemprego recuou levemente para 4,4%, voltando a se estabilizar após a paralisação recorde do governo.
Os dados encerram um ano que registrou um arrefecimento gradual do mercado de trabalho dos EUA, o que levou o Federal Reserve a cortar as taxas de juros por três vezes consecutivas para fechar 2025.
Embora tenha sido um dos anos mais fracos para a geração de empregos desde 2009, os empregadores em grande parte também evitaram demissões.
Os números de dezembro indicam que o mercado de trabalho permaneceu frágil no fim do ano, e as perspectivas para contratações seguem cautelosas.
Economistas veem mais um ano de oportunidades limitadas de emprego e desaceleração dos ganhos salariais, o que provavelmente agravará as preocupações dos eleitores com o custo de vida às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato deste ano.
Autoridades do Federal Reserve, que se reúnem novamente no fim deste mês, estão divididas quanto a quanto ainda devem reduzir os juros neste ano.
Após o relatório, os operadores mantiveram a expectativa de que os dirigentes de política deixarão as taxas inalteradas na reunião de janeiro, enquanto os futuros de ações e os rendimentos dos Treasuries permaneceram em alta.
O avanço do emprego foi liderado pelos setores de lazer e hospitalidade e de saúde, ambos responsáveis pelos ganhos de vagas ao longo do ano passado.
As folhas de pagamento do setor privado aumentaram em 37 mil, apenas uma fração do observado no mesmo mês um ano antes. O número de trabalhadores diminuiu no comércio varejista, na construção civil e na indústria manufatureira.
O relatório oferece uma visão mais clara da tendência subjacente de contratações após a paralisação do governo e as demissões adiadas de servidores federais terem distorcido os dados nos dois meses anteriores.
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