Bloomberg — O governo de Giorgia Meloni anunciou uma redução abrangente do imposto sobre a propriedade de veículos, à medida que a primeira-ministra italiana busca conter o impacto da crise energética sobre os consumidores antes das eleições gerais do próximo ano.
“Hoje, o governo está abolindo um dos impostos que os italianos mais detestam”, afirmou Meloni na quarta-feira (16), antes de uma reunião do gabinete que aprovou o corte.
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Meloni vem enfrentando pressão crescente para lidar com a escalada dos preços da energia; seu governo havia lançado, em março, um corte nos impostos sobre os preços dos combustíveis para estimular o consumo. O corte nos impostos foi novamente prorrogado na quarta-feira até 5 de outubro.
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A decisão ocorre em um momento em que a coalizão de Meloni vem sofrendo pressão devido à ascensão do partido ultranacionalista Futuro Nacional, liderado pelo ex-general Roberto Vannacci, que defende que a energia russa deva ser utilizada mais uma vez para proteger os consumidores do aumento do custo da energia.
Ainda assim, Meloni mostrou-se desafiadora. “Governarei enquanto a maioria se mantiver sólida”, afirmou ela aos repórteres após a reunião do gabinete.
Não está claro como o governo conseguirá financiar o novo corte de impostos, que custa cerca de 2 bilhões de euros, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News. Autoridades afirmaram que a medida afetará cerca de 70% de todos os carros e todas as motocicletas, totalizando cerca de 14,5 milhões de veículos.
A Bloomberg News informou na quarta-feira que Meloni ainda poderia conseguir sair do regime de monitoramento fiscal da União Europeia se o déficit de 2025 for revisado para baixo na próxima semana, uma possibilidade que lhe proporcionaria maior margem de manobra financeira.
-- Com a colaboração de Alessandra Migliaccio.
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