Guerra no Irã eleva projeções de inflação na América Latina para 2026

Alta do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz levou analistas a revisar para cima as projeções de inflação em países como Brasil, México e Colômbia

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Bloomberg Línea — A guerra no Irã e o consequente impacto sobre o preço do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz impulsionaram os preços em nível mundial, e a América Latina não foi exceção: as pesquisas dos bancos centrais das principais economias mostram que a expectativa de inflação para 2026 aumentou durante este primeiro semestre.

No entanto, os aumentos de preços registrados entre janeiro e junho, embora possam ser significativos em alguns casos, não chegam a ser disruptivos. De fato, os únicos países que encerrariam o ano com inflação anual de dois dígitos seriam a Argentina, a Venezuela e Cuba, que vêm enfrentando esse problema há vários anos.

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Como está a inflação nos países da América Latina?

Com os dados consolidados até junho, eis a inflação anual em cada país da América Latina, da maior para a menor:

  • Venezuela: 544%
  • Argentina: 33,5%
  • Tentativas: 18,27%
  • Bolívia: 9,23%
  • Colômbia: 6,14%
  • Honduras: 5,83%
  • República Dominicana: 5,67%
  • Brasil: 4,64%
  • Chile: 4,3%
  • Uruguai: 4,25%
  • Peru: 4,01%
  • Nicarágua: 3,72%
  • México: 3,37%
  • El Salvador: 2,77%
  • Guatemala: 2,27%
  • Paraguai: 2,1%
  • Equador: 1,65%
  • Panamá: -0,3%
  • Costa Rica: -0,32%

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A queda da inflação na Bolívia

No final de 2024, a inflação na Bolívia começou a se tornar um problema e, em janeiro de 2025, ultrapassou a marca dos dois dígitos (atingindo 12,05% em relação ao ano anterior).

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Em junho de 2026, ou seja, 18 meses depois, o indicador voltou, pela primeira vez, a fechar abaixo de 10%. Durante esse período, houve momentos de tensão: o caso mais notável foi em julho de 2025, quando os preços chegaram a atingir 24,86%.

As expectativas mudaram

As pesquisas de mercado realizadas pelos principais bancos centrais da região são exemplos da deterioração das expectativas:

  • No Brasil, a mediana das previsões dos analistas indicava, em dezembro de 2025, que a inflação, em dezembro de 2026, ficaria em 4,31%, enquanto agora espera-se que o ano termine com 5,16%.
  • No México, ocorre algo semelhante: a previsão é de 4,2%, quando, até dezembro, acreditava-se que o ano de 2026 seria encerrado com 3,88%.
  • Na Colômbia, a previsão para o final deste ano passou de 4,59% para 6,45%