Bloomberg — Donald Trump afirmou que os Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro e o retiraram da Venezuela de avião após uma série de ataques aéreos, em uma escalada extraordinária em sua campanha de meses contra o país.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com sua esposa [Cilia Flores], capturado e retirado do país por via aérea”, escreveu Trump nas redes sociais.
Trump disse que haverá uma entrevista coletiva de imprensa às 11h (13h de Brasília) em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

A destituição de Maduro representa uma intervenção sem precedentes contra a Venezuela e uma queda impressionante para o líder venezuelano, que se tornou presidente em 2013 e vinha sendo alvo de uma campanha de pressão dos Estados Unidos desde o primeiro mandato de Trump.
Maduro foi reeleito pela última vez em 2024, em uma eleição marcada por denúncias e suspeitas de fraudes, com pedidos de transparência e críticas também de países historicamente aliados, como Colômbia e Brasil, liderados por governos de esquerda.
Trump, por sua vez, tem reforçando forças militares na região há meses, autorizou uma série de ataques contra embarcações supostamente envolvidas com o tráfico de drogas e articulou um bloqueio a navios petroleiros sancionados que se dirigiam à Venezuela ou deixavam o país.
No mês passado, Trump alertou que sua campanha “só ficaria maior, e o choque para eles será como nada que já tenham visto antes”.
O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, havia classificado a alegada cooperação da Venezuela com narcotraficantes e terroristas como uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos.
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As primeiras explosões na capital foram ouvidas por volta das 2h da manhã, no horário local, e aeronaves puderam ser vistas e ouvidas sobrevoando a cidade por horas, segundo relatos de moradores. Múltiplas explosões se concentraram em torno da base militar de Fuerte Tiuna, em Caracas.
O governo venezuelano afirmou que alvos militares e civis foram atingidos em três estados e acrescentou que isso representou uma tentativa dos Estados Unidos de se apoderar dos recursos petrolíferos do país.
Imagens de vídeo não confirmadas mostraram aeronaves sobrevoando Caracas e o que parecia ser uma série de ataques com mísseis contra alvos em áreas urbanas.
“Conclamamos os povos e os governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante dessa agressão imperial”, disse o governo venezuelano em comunicado.

O senador americano Brian Schatz, um democrata do Havaí, disse que os EUA não têm “nenhum interesse nacional vital na Venezuela que justifique uma guerra”.
“Já deveríamos ter aprendido a não tropeçar em outra aventura estúpida”, disse Schatz, acrescentando que Trump “nem sequer está se preocupando em dizer ao público americano o que diabos está acontecendo”.
“A Venezuela foi atacada!” O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, postou no X, acrescentando que seu governo havia acionado um “plano operacional” em suas cidades que fazem fronteira com a Venezuela.
Petro também convocou a Organização dos Estados Americanos e as Nações Unidas a se reunirem “imediatamente”.
-- Com a colaboração de Jose Orozco e John Harney.
-- Em atualização.
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