Dolarização da economia argentina não é um objetivo de curto prazo, diz Milei

Presidente diz em entrevista ao site local Cenital que a dolarização é o passo final em um longo processo que não deve ser concluído neste ano

Javier Milei: novo presidente argentino tenta avançar com seu plano de reformas (Foto: Anita Pouchard Serra/Bloomberg)
Por Manuela Tobías
06 de Fevereiro, 2024 | 03:17 PM

Bloomberg — O presidente Javier Milei disse que a dolarização da economia argentina é o passo final em um longo processo que dificilmente será concluído neste ano, a mais recente indicação de que sua proposta de campanha mais ambiciosa foi colocada em segundo plano em relação a outros esforços de reforma importantes.

“Não se trata de estabilização a curto prazo”, disse Milei em uma entrevista publicada no Cenital, um site argentino, na manhã desta terça-feira (6).

Ele acrescentou que “a livre competição de moedas” na Argentina sempre foi planejada para acontecer depois da limpeza do balanço do banco central e de uma reforma do sistema financeiro do país.

Ponto central de sua campanha presidencial, a dolarização passou a ser relegada na lista de prioridades quase imediatamente após sua vitória. Ele passou as últimas semanas focado em conduzir um amplo pacote de reformas por meio do congresso.

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A dolarização não estava na pauta na última rodada de discussões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o programa de US$ 44 bilhões de crédito para a Argentina, disse Milei na entrevista.

O conselho executivo do FMI, com sede em Washington, aprovou um desembolso de US$ 4,7 bilhões para a Argentina na semana passada.

No entanto o líder libertário também disse que pretende se reunir com autoridades que dolarizaram a economia do Equador assim que retornar de sua viagem em andamento a Israel e Itália.

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Pelo ritmo atual, o balanço do banco central poderia ser “limpo” até o final de junho, e a reforma do sistema financeiro poderia ser concluída em tão pouco tempo quanto um ano, disse ele.

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