Aprovação de Milei sobe a 40% após atingir as mínimas em seu governo, diz AtlasIntel

Pesquisa realizada para a Bloomberg News indica que o presidente argentino recuperou terreno à medida que a inflação no país desacelerou

Por

Bloomberg — O presidente Javier Milei recuperou terreno na avaliação de eleitores argentinos à medida que os adversários perderam a preferência e a inflação desacelerou, embora sua popularidade permaneça próxima dos níveis mais baixos de seu mandato.

O índice de aprovação de Milei subiu para cerca de 40%, quatro pontos a mais do que em abril, de acordo com a LatAm Pulse, uma pesquisa realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News e publicada na quinta-feira (28).

A desaprovação caiu quase 5 pontos, para 58%, abaixo do pico de 63% registrado há um mês.

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

A melhora ocorreu depois que a inflação mensal desacelerou em abril pela primeira vez em quase um ano.

A parcela de eleitores que classificou o aumento dos preços entre suas maiores preocupações também diminuiu, caindo de 36% para 31%. A corrupção e o desemprego continuam no topo da lista de preocupações, segundo a pesquisa.

Leia também: Milei reduz intervenção no câmbio após entrada de dólares reforçar cofres argentinos

Milei é o quinto político mais popular da Argentina, de acordo com um indicador separado que mede imagens positivas e negativas.

Ele está atrás de um trio de oponentes de esquerda - a legisladora socialista Myriam Bregman, o governador de Buenos Aires Axel Kicillof e a ex-presidente Cristina Kirchner - bem como da senadora Patricia Bullrich, ex-integrante de seu gabinete. Milei ocupou o primeiro lugar durante meses no início de sua presidência.

O ex-presidente conservador Mauricio Macri teve queda na pesquisa: as opiniões positivas caíram quatro pontos para 22%, enquanto a parcela que o considera negativamente aumentou para 69%, resultados que lançam dúvidas sobre sua capacidade de buscar uma possível candidatura de retorno nas eleições de 2027.

As avaliações positivas de Kirchner e Kicillof, outro possível desafiante, também caíram no último mês, à medida que as conversas sobre a disputa do próximo ano - e o possível retorno de sua coalizão política peronista - aumentaram.

Milei recebeu outras boas notícias este mês, quando o conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um desembolso de US$ 1 bilhão há muito esperado para a Argentina, que elevou as reservas do banco central ao seu nível mais alto desde 2019. A atividade econômica também superou as expectativas em março, após uma forte queda.

Ainda assim, ele está enfrentando desafios. Seu chefe de gabinete, Manuel Adorni, continua enredado em uma investigação judicial sobre alegações de enriquecimento ilícito.

Enquanto isso, aliados do assessor sênior Santiago Caputo e da irmã de Milei, Karina, trocaram ataques nas mídias sociais, sugerindo uma nova discórdia dentro da administração.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Quais serão os países que mais crescerão em 2026 na América Latina, segundo o IIF

Inadimplência recorde pressiona bancos e fintechs da Argentina e desafia governo Milei