Visa lança plataforma de stablecoins e acelera estratégia de pagamentos em blockchain

Sistema foi criado para simplificar emissão e movimentação de moedas digitais lastreadas em dólar, posiciona bancos para nova fase da adoção das stablecoins e permitirá emitir, transferir e gerenciar tokens em diferentes blockchains

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Bloomberg — A Visa revelou uma plataforma que permite que instituições financeiras emitam, transfiram e gerenciem stablecoins, ampliando as ofertas de criptomoedas da gigante dos pagamentos, à medida que bancos e fintechs se preparam para uma adoção mais ampla dos tokens digitais.

A Visa Stablecoin Platform (VSP) oferecerá suporte, inicialmente, ao Open USD, uma stablecoin que será emitida pelo consórcio setorial Open Standard, informou a empresa de pagamentos nesta quinta-feira (16).

O novo sistema — que está sendo implementado para um grupo seleto de clientes em fase beta — foi projetado para ajudar os clientes a emitir stablecoins, transferi-las entre redes de blockchain e gerenciá-las por meio de uma única plataforma, informou a Visa.

O lançamento é a mais recente iniciativa da Visa para construir uma infraestrutura em torno das stablecoins, à medida que as instituições financeiras tradicionais se posicionam para um uso mais amplo de pagamentos baseados em blockchain, na esteira dos recentes avanços regulatórios nos EUA.

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As stablecoins, tokens digitais projetados para manter um valor estável em relação a um ativo como o dólar, têm despertado o interesse de grandes instituições financeiras, que as veem como uma forma de transferir dinheiro mais rapidamente e 24 horas por dia, 7 dias por semana.

As ações da Circle Internet Group, emissora de stablecoins, caíram até 6% após o anúncio, sugerindo que os investidores interpretaram a iniciativa da Visa como um aumento da concorrência.

A Coinbase Global — que mantém parceria com a Circle — registrou queda de 4,5% em determinado momento na quinta-feira, enquanto a Visa subiu quase 2%.

“Com a Visa Stablecoin Platform, estamos oferecendo aos nossos clientes um único local para cunhar, movimentar e gerenciar operações com stablecoins, com os controles, a segurança e o alcance de rede que eles já esperam da Visa”, afirmou Jack Forestell, diretor de produtos e estratégia da Visa.

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As ações da Circle têm estado sob pressão recentemente, após a criação do Open Standard, que — além da Visa — também conta com o apoio da BlackRock, da Alphabet e da Coinbase. A stablecoin da Circle, a USDC, é a segunda maior em circulação, atrás apenas da USDT, da Tether.

O Open USD visa atrair bancos, empresas de pagamentos, corretoras e outros distribuidores, eliminando as taxas de emissão e resgate e, ao mesmo tempo, devolvendo quase toda a receita das reservas aos parceiros.

Se essa abordagem for bem-sucedida, uma parcela maior do valor gerado pelas stablecoins poderá passar das empresas que as emitem para aquelas que as distribuem.

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As stablecoins — originalmente criadas como uma forma de os negociantes de criptomoedas entrarem e saírem de posições — tornaram-se um dos produtos de maior sucesso do setor. Seu valor de mercado total cresceu para mais de US$ 310 bilhões, e a Morningstar projetou recentemente que elas poderiam atingir US$ 1,45 trilhão em circulação até 2035 — impulsionadas por casos de uso como pagamentos internacionais e remessas.

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