Bloomberg Línea — Presidentes da América Latina, como os de México, Chile, Paraguai e Peru, reconheceram neste domingo (25) a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defenderam a continuidade da cooperação com o Brasil. O argentino Javier Milei, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), seguia em silêncio até a noite.
Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador, com 100% das urnas apuradas, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A vitória veio depois de uma virada: no primeiro turno, Flávio foi o mais votado, com 47% dos votos, dois pontos à frente do petista, o que representou uma diferença de 2,2 milhões de votos.
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, que governa uma das maiores economias da América Latina, tratou o resultado como uma vitória do povo brasileiro.
“Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil”, escreveu Sheinbaum no X.
Os vizinhos sul-americanos seguiram a mesma linha. O chileno José Antonio Kast disse ter conversado com Lula por telefone e defendeu uma agenda de integração econômica e de combate ao crime organizado na região. O paraguaio Santiago Peña lembrou que os dois países compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento.
No Peru, a presidente Keiko Fujimori lembrou que se aproxima o bicentenário das relações diplomáticas entre os dois países e reafirmou a vontade de fortalecer a aliança estratégica e o desenvolvimento sustentável da Amazônia compartilhada. O equatoriano Daniel Noboa também usou o X para dar os parabéns.
“Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, escreveu Noboa.
O uruguaio Yamandú Orsi disse ter conversado com Lula, a quem chamou de amigo, e o boliviano Rodrigo Paz prometeu seguir trabalhando com o Brasil. O governo da Venezuela elogiou em comunicado a participação cívica dos eleitores, e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, falou em um “histórico quarto mandato”.
Na Argentina, o governo evitou parabenizar o vencedor, e Milei passou o dia em silêncio na residência oficial de Olivos, segundo o jornal La Nación. Dias antes da votação, o presidente argentino havia chamado Lula de “esquerdista ladrão”.
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Albert Ramdin, saudou no X o aumento da participação eleitoral no segundo turno e afirmou que a entidade continuará trabalhando com o governo brasileiro por uma agenda hemisférica de paz e prosperidade.
Segundo Ramdin, o relatório preliminar da missão de observação da OEA no Brasil vai apontar oportunidades para aprimorar os processos eleitorais do país.
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