Mercado reduz projeção para a Selic no fim de 2026 e vê inflação mais controlada

Economistas passaram a prever juros de 13,75% no final do ano, enquanto as expectativas para a inflação têm quinta queda consecutiva, estimada em 5,03%

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Bloomberg — Economistas revisaram para baixo sua previsão para a taxa básica de juros no final de 2026, à medida que a maior economia da América Latina apresenta sinais crescentes de desaceleração.

Espera-se agora que a Selic termine o ano em 13,75%, abaixo da previsão anterior de 14%, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com economistas publicada nesta segunda-feira (3).

As perspectivas para a inflação de 2026 também melhoraram, com a estimativa caindo para 5,03% — a quinta queda consecutiva.

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As autoridades monetárias devem anunciar, nesta quarta-feira (5), o quarto corte consecutivo de um quarto de ponto na taxa de juros, reduzindo a Selic para 14%.

Espera-se que elas adotem uma postura mais flexível após um relatório ter mostrado que os preços ao consumidor subiram menos do que o previsto no início de julho.

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O que virá a seguir é menos claro, já que os custos com energia oscilam e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica os gastos sociais antes das eleições de outubro.

Embora os elevados custos de financiamento tenham restringido os gastos do consumidor e freado as contratações, a inflação permanece bem acima da meta de 3% do Banco Central.

Autoridades alertaram que os efeitos plenos da política monetária restritiva ainda não se manifestaram, com a atividade econômica se mostrando mais resiliente do que o esperado até o momento.

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